30 de abr. de 2012

Ópio

Minha querida, meu amor, resgatar-te-ei deste ópio que te consome as veias, que te quebranta o coração, que te arrasa na imensidão.
Minha querida, meu amor, não te deixarei jamais, farei-me força, farei-me espada para contigo estar, mesmo no lamaçal fétido deitarei-me ao teu lado segurando tua mão acorrentada para que saiba que nunca deixar-te-ei, para secar tuas lágrimas de sangue, limpar tuas feridas que derramam sangue negro.
Minha querida, meu amor, peço-te mais paciência mesmo sabendo que não é um pedido justo para contigo, pois sei que este pedido de paciência se compara ao pedir para amputar um membro do próprio corpo.
Minha querida, meu amor, resgatar-te-ei desse solo escorregadio que abre fendas de erosão a todo instante aos teus pés. Não estas só.
Minha querida, meu amor, as correntes pesam incalculavelmente, eu sei, mas, não será por muito. Não estas só. Mesmo que tudo e todos te julgue, te condene, te prenda em outra solidão.
Minha querida, meu amor, tornarás-te a flor mais bela de todos os jardins. Os beija-flores e as borboletas visitar-te-ão, beijar-te-ão e tomarão do nectar precioso que tu tens a oferecer-lhes, deliciarão-se em inexplicável candura.
Eu te amo e para sempre contigo estarei em tuas vitórias e em teus fracassos para dizer que a vida continua mesmo não sendo sempre como desejamos.



Deusely Libório

29 de abr. de 2012

Simon & Garfunkel - The Sound of Silence - Madison Square Garden, NYC - ...

The Sound of Silence - Simon & Garfunkel


The Sound Of Silence
Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains within the sound of silence

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp

When my eyes were stabbed
By the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening

People writing songs
That voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence

"Fools" said I, "you do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach to you"
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon God they made
And the sign flashed out it's warning
And the words that it was forming

And the sign said
"The words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls"
And whispered in the sound of silence

O Som do Silêncio
Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
Levantei minha lapela para me proteger do frio e umidade

Quando meus olhos foram apunhalados
Pelo brilho de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
E ninguém ousava
Perturbar o som do silêncio

"Tolos" eu disse, vocês não sabem
Silêncio é como um câncer que cresce
Ouçam as palavras que eu possa lhes ensinar
Tomem os braços que eu possa lhes estender"
Mas minhas palavras caíam como gotas silenciosas de chuva
E ecoavam no poço do silêncio

E as pessoas curvavam-se e rezavam
Ao Deus de néon que elas criaram
E o sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estava formando

E o sinal dizia,
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores das casas"
E sussurravam no som do silêncio


http://letras.terra.com.br/simon-e-garfunkel/36245/traducao.html

30 de jan. de 2012

Viver sem Fronteiras

                                                         http://favim.com/image/32030/

Uma maneira de viver aventuras eternas, romances, suspenses. Viver diversas culturas e vários mundos.










14 de nov. de 2011

A Soldiers Dream - Donavan

Um achado, passei muito tempo pesquisando e agora achei. Magnifíco!! Música do Brother Sun, Sister Moon.


14 de out. de 2011

Sombras...

As vezes eu quero voar, voar para longe;
Repousar nalgum lugar tranquilo, distante;
Onde eu não me preocupe com nada;
Onde eu não tenha medo;
Onde eu possa saborear a simplicidade;
Onde eu não precise me preocupar com a minha imagem refletida no espelho, modificando a cada dia com a implacável ação do tempo;
Onde o tempo eu sejamos amigos;
Onde ninguém se moleste com minhas insanidades;
Onde eu não precise sorrir labialmente para demonstrar afavidade;
Onde não tenha gente consumindo gente, bebendo gente;
Onde não tenha carnes sangrando;
Onde não tenha moribundos;
Onde não tenha gritos de pavor, choros de clamor;
Onde não tenha olhos famintos;
Onde não tenha lamentos;
Onde eu possa ser gente e não um rascunho;
Onde eu não seja condenada a morte;
Onde todos brilhem na mesma intensidade;
Onde meu espírito seja puro e feliz.

Deusely Libório

7 de set. de 2011

Por um cavalo

"...por um cavalo...
Copreendi muito bem o que diziam a respeito dos açoites e do cristianismo. Mas ficou completamente obscuro para mim a palavra "seu", pela qual pude deduzir que estabeleciam um vínculo a ligar-me ao chefe das cavalarias. Então, não pude compreender de modo algum em que consistiria tal vínculo. Só muito depois, quando me separaram dos outros cavalos, é que expliquei a mim mesma o que aquilo representava. ...
...aquele que puder aplicar a palavra "meu" a um número maior de coisas, segundo a convenção feita, considera-se a pessoa mais feliz. Não sei por que as coisas são desse modo; mas sei que são assim.
...O homem diz "minha casa", mas nunca vive nela; preocupa-se apenas em construi-la e mante-la. O comerciante diz "minha loja", ou "meus tecidos", por exemplo, mas não faz suas roupas com os melhores tecidos que vende na loja. Há pessoas que chamam sua uma extensão de terra e nunca a viram ou nem passaram por ela. Há outras que dizem serem suas certas mulheres, e estas convivem com outros homens. As pessoas não procuram, em sua vida, fazer o que consideram o bem, e sim a maneira de poder dizer do maior número possível de coisas: é "meu". Agora estou persuadido de que nisso reside a diferença essencial entre nós e os homens."

Tolstoi

26 de mai. de 2011

A coisa coisada

Ela ia pro lugar que era longe; Só que achou um lugar que era perto; Por que o longe tava longe de chegar; Então ela chegou no perto de chegar. Quando a coisa tá coisando é por que a coisa já vinha coisando; Por que a coisa quando coisa a coisa fica coisada; Todos começam a coisar as coisas que estavam coisando. Deusely Libório

14 de mar. de 2011

Remorso

Olavo Bilac (1865 - 1918)
Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

23 de fev. de 2011


Busco todos os dias o escencial para viver, para ser feliz, por que todos os dias é um novo dia e a cada novo dia que chega traz consigo novas perspectivas, novos desafios;
Novo tudo;
A vida se resume em construir todos os dias;
Reconstruir tudo o que foi feito no dia anterior;
Constuir um novo...;
O tempo é implacável, não espera por nada e nem por ninguém, leva consigo tudo o que encontra pela frente;
Leva consigo todas as belezas, as belas flores, os amores;
Se tudo passa, resta então construir, conquistar tudo a cada novo dia que chega com as ferramentas que tens;
Não se ater a uma somente coisa, a uma somente pessoa;
Mas, sim, é preciso viver cada coisa, cada amor, cada momento individualmente com intensidade por que amahã tudo será passado;
A única coisa que o tempo não leva são as lembranças;
E não é possível viver de lembranças.

18 de jan. de 2011

Poesia de Louco

Já era noite quando o sol nascia;
Os peixes pulavam de galho em galho;
Os macacos nadavam no leito do riacho;
E eu estava sentada numa pedra que não existia lendo um livro sem página que dizia: Prefiro morrer do que perder a vida.

5 de jan. de 2011

Ne Me Quitte Pas


Ne Me Quitte Pas

Ne me quitte pas, Il faut oublier,
tout peut s'oublier qui s'enfuit deja.
Oublier le temps des malentendus
et le temps perdu a savoir comment.
Oublier ces heures qui tuaient parfois a coups de pourquoi
le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai, des perles de pluie venues de pays
ou il ne pleut pas
Je creusrai la terre jusqu'apres ma mort
pour couvrir ton corps d'or et de lumiere
Je f'rai un domain ou l'amour sera roi
ou l'amour sera loi ou tu sera reine.
Ne me quitte pas
Ne quitte pas

Ne me quitte pas Je t'inventerai
Des mots insensés que tu comprendras
Je te parlerai De ces amants-là
Qui ont vue deux fois Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrain L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux Il est paraît-il
Des terres brûlées Donnant plus de blé Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler Je me cacherai là
A te regarder Danser et sourire
Et à t'écouter Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Não Me Abandone

Não me abandone, é preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas que às vezes mata a golpes de por quês,
o coração de felicidade.
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone

Eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de países
Onde nunca chove;
Eu escavarei a terra mesmo depois da morte,
Para cobrir teu corpo com ouro e luzes.
Criarei um país onde o amor será rei,
Onde o amor será lei e você será a rainha.
Não me abandone,
Não me abandone,

Não me abandone, eu te Inventarei
Palavras absurdas que você compreenderá
Te falarei daqueles amantes
Que viram de novo seus corações excitados
Eu te contarei a história daquele rei,
Que morreu porque não pôde te conhecer.
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,

Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale de terras queimadas a produzir mais trigo na melhor primavera
É quando a tarde cai, para que o céu se inflame
o vermelho e o negro não se misturam
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandones, eu não vou mais chorar
Não vou mais falar, Me esconderei aqui
Só para te ver dançar e sorrir,
Para te ouvir cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra?
A sombra da tua mão? A sombra do teu cão?
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone.
Não me abandone.

29 de nov. de 2010

29 de out. de 2010

Um dia se me for dado a oportunidade de escolher três desejos para ser a mim concedido, escolherei: A saúde, sabedoria e felicidade, tudo eterno.
Isto me é suficiente para viver.

20 de set. de 2010

Metallica - The Unforgiven


The Unforgiven

New blood joins this earth
And quickly he's subdued
Through constant pained disgrace
The young boy learns their rules

With time, the child draws in
This whipping boy done wrong
Deprived of all his thoughts
The young man struggles on and on, he's known
A vow unto his own
That never from this day
His will they'll take away

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the Unforgiven

They dedicate their lives
To running all of his
He tries to please them all
This bitter man he is

Throughout his life the same
He's battled constantly
This fight he cannot win
A tired man they see no longer cares
The old man then prepares
To die regretfully
That old man here is me

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the Unforgiven

You labeled me
I'll label you
So I dub the Unforgiven

O Imperdoável

Sangue novo junta-se a esta terra
E rapidamente ele é subjugado
Pela constante dor e desgraça
O menino aprende as regras deles

Com o tempo a criança é enganada
Este rapaz subjugado fez errado
Desprovido de todos os seus pensamentos
O jovem homem aguenta e aguenta, ele sabe
Um juramento para si mesmo
Que nunca a partir deste dia
Eles tomariam seu destino

O que eu senti
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca ser
Nunca ver
Jamais verei o que poderia ser

O que eu sentia
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca livre,
Nunca eu (mesmo)
Então eu nomeio-o o imperdoável

Eles dedicaram suas vidas
A tomar tudo deles
Ele tenta satisfazer a todos
Este homem amargo ele se torna

Por toda a sua vida o mesmo
Ele lutou constantemente
Esta luta ele não pode vencer
Um homem cansado eles vêem, não importa mais
O velho homem então se prepara
Para morrer cheio de arrependimentos
Este velho homem aqui sou eu

O que eu sentia
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca ser
Nunca ver
Jamais verei o que poderia ser

O que eu sentia
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca livre,
Nunca eu (mesmo)
Então eu nomeio-o o imperdoável

Vocês me rotularam
Eu rotularei vocês
Então eu os nomeio imperdoáveis

17 de set. de 2010

Asas a liberdade

Para mim, o sexo não é uma das maneiras de viver a vida. O sexo é uma das atividades que pode fazer parte da vida.
Ler um bom livro, isso é somente um exemplo de como o sexo não é tanto em minha vida. Posso passar dias, semanas, meses sem sexo, sem impactos.
Sexo com homens, principalmente esses de porventura com um cara que provavelmente nunca mais terei algo além desse sexo, não me da prazer.
Prazer ao extremo ninguém nunca conseguiu da-me.
Se for para simplesmente fazer sexo por sexo, eu faço comigo mesmo, aí sim consigo chegar ao prazer elevado. Tal fato é que nunca deixei de praticar sexo comigo mesmo. Sempre tive comigo que isso era algo extremamente errado, uma aberração. Muitas vezes depois do prazer saciado vinha o arrependimento e juras de nunca mais fazer, que iria aguentar não importando quão grande fosse meu desejo libidinal. Mas quando o desejo libidinal voltava, na grande maioria das vezes não pensava em hesitar, logo começava a me satisfazer. Hoje por vezes consigo relutar e obter sucesso. Mas não mais por remorso.
A única prática imoral em tudo isso foi a que plantaram em minha cabeça, ao dizerem que sexo é imoral, principalmente os praticados consigo mesmo ou com pessoa do mesmo sexo. Malditos sejam eles por tal perversão, por que isto sim é perversão, assim como praticar sexo com crianças ou sexo forçado.

Deusely Libório

3 de set. de 2010

Insana

Oh paixão insana;
Que do meu precioso corpo devora;
Toma-te meu corpo;
Faça dele tua morada;
Leva-me a loucura do prazer;
Matiz é o nosso amor;
Meu corpo se insana;
Meus olhos, lábios, minha respiração, meu cheiro gritam loucamente;
Ao som dos pássaros, do balanço da copa das árvores, do embolado do riacho;
Deleito-me em teus braços;
Sinto teu perfume;
Tua mão;
Teu corpo;
Teu calor;
Tua volúpia;
Nos embriagamos em beijos eloquentes;
Fazendo loucuras;
Extravasando nosso amor;
Esquecendo o mundo;
Vivendo...

Deusely Libório

Escarlate

A alma cansada já não levanta vôo como dantes; A alma sangrando com fardo pesado nas costas vai caminhando lentamente mancando, solitária pela estreita estrada deserta de chegada não se sabe donde; Nos campos secos cor de palha, cansada, sedenta de sede uma sombra deseja para pousar e descansar; O sol impiedoso; As moscas se alimentam da ferida dolorida; A morte a vista, lenta corta cada nervo, cada ligamento, cada pulso num manejo fadonho; Os pés tropeçam bêbados do cansaço; Boca seca, lágrimas de sangue escorre pela face amedrontada, lava do peito aos pés e pinta de escarlate o rastro fétido insignificante; Na mente borbulha ácido que corroi a sanidade; A respiração ofegante trás com ar impuro, ronco engasgado das narinas e da garganta rasgadas pela sede...; O corpo desengonçado caiu como uma árvore derrubada; De longe, se olho tivesse, poder-se-ia ver o corpo caído agonizando os últimos sopros; Em seus olhos de pavor e tristeza uma pergunta gritava... Deusely Libório

1 de set. de 2010

O Tempo

Olavo Bilac (1865 - 1918)
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!

A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.

Ninguém pode evitar os meus danos . . .
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo um século, e passo adiante.

Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das hora

1 de jul. de 2010

Ao revés da ditadura

A vida cansada se arrasta no lamaçal continuo; Tudo cheira morte, tudo tem cheiro de morte; A loucura guerreia com a sanidade numa batalha sangrenta; Estão cansadas as duas, mas ceder, nenhuma mostra possibilidades; Nos verdes campos agora há vegetação amassada, quebrada, cor de morte e turvas fumaças; Os animais habitantes morreram ou fugiram, em outros campos fizeram suas moradas; A terra fértil tornou-se infértil; As águas secaram, mas a guerra continua mesmo com a fraqueza das guerreiras que beiram a morte, muito feridas estão; Comem poeiras com fel e bebem o sumo das próprias mazelas expostas; A vida sucumbe ao revés da ditadura; Impassível todos passam; Dançam em ritmos destoados com sorrisos disfarçados; Seus jardins um amontoado de lixo; A guerra impetuosa é silêncio à visão, a audição de todos; Será melhor morrer como boazinha ou viver como louca? Deusely Libório

24 de jun. de 2010

A velha ferida está a sangrar, derrama sangue deletério;
O desânimo surra a carne cansada, trêmula e fétida;
Nos olhos de melâncolia perguntas sem respostas;
Os olvidos assustados, não entendem a carniça mundo;
No coração, buraco negro;
A mente zumbe de enjôo, cravados pregos enferrujados nela há;
Boca travada, dentes cerrados;
Voz abafada grita em vão socorro;
Pés dementes trupicam na poeira invisível
Dedos empalhados arde a secura.

17 de jun. de 2010






Mulher é uma arte;
É um ser maravilhoso de ser contemplada;
Meus olhos não se cansam de admirar uma bela mulher autêntica, inteligente, particular;
Sou apaixonada pelo o corpo da mulher, sua anatomia os percursos, os enigmas;
Mulher estilo vulgar não e mulher e sim qualquer coisa indefinida;
Mulher é um misto de encantos.


Deusely Libório

14 de jun. de 2010

Um Beijo

Olavo Bilac (1865 - 1918)
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....

2 de jun. de 2010

Viva as loucuras, vida longa aos loucos

Minha mente, uma viagem de delírios
Delírios de sabores
Sabores, perfumes, dissabores
Dissabores da visão da audição, do coração
Coração inquieto tristemente apaixonado
Paixão compartilhada com o dissabor a indiferença
Indiferença dos teus olhos, com os meus sentimentos
Sentimentos em minha mente confusão
Confusão latente, guiado com fogo que não se apaga, ofusca minha visão
Visão que outro amor me trouxe, amor de alma simples
Simpliscidade que faz meus lábios sorrirem, por vezes tambem os meus olhos
Olhos meus perdidos na imensidão, olhos de vulcão
Vulcão que derrama lavas
Lavas que correm pelo meu rosto
Rosto, este que deseja teus beijos em cada parte até o encontro com meus vermelhos e quentes lábios
Lábios aquecidos pelo o vulcão dos meus olhos
Olhos que vagueiam a te procurar, procura insana
Insanidade, que habita em uma parte da minha mente
Mente minha que tento controlar, mas sinceramente, não vou mais perder meu tempo tentando controla-la
Controla-la para quê? Nunca vantagens me trouxe!
Viva os loucos, viva as loucuras, amo os loucos me enoja os normais
Vida longa aos loucos, que dançam despidos na chuva em meio a natureza, que não se enquadram na moda perfeita, que andam pelas matas como se morada sua fosse, que não se enquradram a padrões impostos.


Deusely Libório

Sonhos, um mistério real

Um fato que me entriga muito são os sonhos. Não gosto de sonhar muito menos de ter pesadelos. É curioso que na maioria das vezes consigo controlar isso, antes de dormir determino que não quero sonhar, que não vou sonhar, nem com sonhos bons. Sonhar enquanto dormimos é uma falta de respeito com o sono, por isso prefiro simplesmente dormir e que nem mesmo os sonhos bons venham atrapalhar-me.
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.

Deusely libório

21 de mai. de 2010

Coeso

Quero em teus braços repousar e amparada sentir-me
Quero tuas mãos macias sentir a acariciar-me, em meus cabelos que elas passeem por longo tempo
Quero o beijo do vento suave minha face a beijar
Quero a natureza simplesmente contemplar do alto de um montanha numa bela manhã fria ao teu lado amada minha
Quero o silêncio total para que não atormentem minha alma cansada da futilidade aguçante que meus olhos vêem a todo momento
Quero o sorriso e o cântico  da natureza ouvir
Quero despida, sem constragimento dançar ao suave vento com meus longos cabelos esvuaçante, com, para a tão suntuosa natureza
Quero minha mente repleta de sabedoria
Quero como a águia viver, com um único amor de ambos os lados para todo o sempre, com felicidade e o carinho de sempre
Quero em minhas entranhas harmoniosamente sentir-te
Quero o fascínio da inocência
Quero o que é belo comtemplar
Quero meu ser de beleza alimentar, beleza que somente os olhos da inocência podem ver
Quero na chuva forte despida correr, brincar em meio a natureza como os animais e teu corpo sentir a abraçar-me, amada minha que tão parecida comigo és, teus longos cabelos são lindos, amo te, quero te, desejo te. Tais sentimentos meus são nobres, são preciosos que somente tu humana com teus olhos lindos podes ver, a mim entender.
Teus cabelos longos, tua pele alva me fascinam
Somos poesia coesa, enigmática, que olhos impuros jamais entenderá.

Deusely Libório

18 de mai. de 2010

O que reserva o lá fora?

Essa tristeza que sinto pulsar meu coração parece querer arrancar minha alma desse corpo que carrego.
É uma saudade tão grande do que eu nunca tive ou vivi. Saudades dos Incas, dos Maias, saudades de Macchu Picchu, saudades daquela que um dia abracei, beijei, que em minhas entranhas maravilhosante a senti, sorrimos, brigamos muito, desde a nossa separação tudo tem se tornado mais difícil, meu coração está dilacerado, em teu lugar um vazio triste como se não bastasse o vazio gigante que em mim já habitava.
Quero ir embora a procura de conhecimento, a procura de mim mesma. Sair sem destino certo, me testar para me conhecer, mas me bate a infame insegurança, o medo de aventurar de sentir o lá fora, medo do desconhecido, medo de fraquejar, medo da morte a mim levar doloridamente. Oh, quantas inseguranças e medos. Assim já não posso mais viver, preciso saber se eu posso existir, preciso saber se consigo sobreviver-viver e mais ainda me achar lá fora, lá além dessas paredes úmidas e mofadas que me cercam.
Como será lá fora? Prescípicio ou horizonte?
Meu espírito está inquieto, vive inquieto, está amordaçado minhas pernas e mãos algemadas.
Serei um dia liberta? Serei um dia Feliz?

Deusely Libório

14 de mai. de 2010

Olavo Bilac (1865-1918)
Viver não pude sem que o fel provasse
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.

Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d'alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?

Depois dos lábios sôfregos e ardentes,
Senti - duro castigo aos meus desejos -
O gume fino de perversos dentes...

E não posso das faces poluídas
Apagar os vestígios desses beijos
E os sangrentos sinais dessas feridas!