É uma saudade tão grande do que eu nunca tive ou vivi. Saudades dos Incas, dos Maias, saudades de Macchu Picchu, saudades daquela que um dia abracei, beijei, que em minhas entranhas maravilhosante a senti, sorrimos, brigamos muito, desde a nossa separação tudo tem se tornado mais difícil, meu coração está dilacerado, em teu lugar um vazio triste como se não bastasse o vazio gigante que em mim já habitava.
Quero ir embora a procura de conhecimento, a procura de mim mesma. Sair sem destino certo, me testar para me conhecer, mas me bate a infame insegurança, o medo de aventurar de sentir o lá fora, medo do desconhecido, medo de fraquejar, medo da morte a mim levar doloridamente. Oh, quantas inseguranças e medos. Assim já não posso mais viver, preciso saber se eu posso existir, preciso saber se consigo sobreviver-viver e mais ainda me achar lá fora, lá além dessas paredes úmidas e mofadas que me cercam.
Como será lá fora? Prescípicio ou horizonte?
Meu espírito está inquieto, vive inquieto, está amordaçado minhas pernas e mãos algemadas.
Serei um dia liberta? Serei um dia Feliz?Deusely Libório