2 de jun. de 2010

Viva as loucuras, vida longa aos loucos

Minha mente, uma viagem de delírios
Delírios de sabores
Sabores, perfumes, dissabores
Dissabores da visão da audição, do coração
Coração inquieto tristemente apaixonado
Paixão compartilhada com o dissabor a indiferença
Indiferença dos teus olhos, com os meus sentimentos
Sentimentos em minha mente confusão
Confusão latente, guiado com fogo que não se apaga, ofusca minha visão
Visão que outro amor me trouxe, amor de alma simples
Simpliscidade que faz meus lábios sorrirem, por vezes tambem os meus olhos
Olhos meus perdidos na imensidão, olhos de vulcão
Vulcão que derrama lavas
Lavas que correm pelo meu rosto
Rosto, este que deseja teus beijos em cada parte até o encontro com meus vermelhos e quentes lábios
Lábios aquecidos pelo o vulcão dos meus olhos
Olhos que vagueiam a te procurar, procura insana
Insanidade, que habita em uma parte da minha mente
Mente minha que tento controlar, mas sinceramente, não vou mais perder meu tempo tentando controla-la
Controla-la para quê? Nunca vantagens me trouxe!
Viva os loucos, viva as loucuras, amo os loucos me enoja os normais
Vida longa aos loucos, que dançam despidos na chuva em meio a natureza, que não se enquadram na moda perfeita, que andam pelas matas como se morada sua fosse, que não se enquradram a padrões impostos.


Deusely Libório

Sonhos, um mistério real

Um fato que me entriga muito são os sonhos. Não gosto de sonhar muito menos de ter pesadelos. É curioso que na maioria das vezes consigo controlar isso, antes de dormir determino que não quero sonhar, que não vou sonhar, nem com sonhos bons. Sonhar enquanto dormimos é uma falta de respeito com o sono, por isso prefiro simplesmente dormir e que nem mesmo os sonhos bons venham atrapalhar-me.
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.

Deusely libório