Um fato que me entriga muito são os sonhos. Não gosto de sonhar muito menos de ter pesadelos. É curioso que na maioria das vezes consigo controlar isso, antes de dormir determino que não quero sonhar, que não vou sonhar, nem com sonhos bons. Sonhar enquanto dormimos é uma falta de respeito com o sono, por isso prefiro simplesmente dormir e que nem mesmo os sonhos bons venham atrapalhar-me.
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.
Deusely libório
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