1 de jul. de 2010
Ao revés da ditadura
A vida cansada se arrasta no lamaçal continuo;
Tudo cheira morte, tudo tem cheiro de morte;
A loucura guerreia com a sanidade numa batalha sangrenta;
Estão cansadas as duas, mas ceder, nenhuma mostra possibilidades;
Nos verdes campos agora há vegetação amassada, quebrada, cor de morte e turvas fumaças;
Os animais habitantes morreram ou fugiram, em outros campos fizeram suas moradas;
A terra fértil tornou-se infértil;
As águas secaram, mas a guerra continua mesmo com a fraqueza das guerreiras que beiram a morte, muito feridas estão;
Comem poeiras com fel e bebem o sumo das próprias mazelas expostas;
A vida sucumbe ao revés da ditadura;
Impassível todos passam;
Dançam em ritmos destoados com sorrisos disfarçados;
Seus jardins um amontoado de lixo;
A guerra impetuosa é silêncio à visão, a audição de todos;
Será melhor morrer como boazinha ou viver como louca?
Deusely Libório
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