A velha ferida está a sangrar, derrama sangue deletério;
O desânimo surra a carne cansada, trêmula e fétida;
Nos olhos de melâncolia perguntas sem respostas;
Os olvidos assustados, não entendem a carniça mundo;
No coração, buraco negro;
A mente zumbe de enjôo, cravados pregos enferrujados nela há;
Boca travada, dentes cerrados;
Voz abafada grita em vão socorro;
Pés dementes trupicam na poeira invisível
Dedos empalhados arde a secura.