29 de abr. de 2012
The Sound of Silence - Simon & Garfunkel
|
The Sound Of Silence
Hello
darkness, my old friend
I've
come to talk with you again
Because
a vision softly creeping
Left
its seeds while I was sleeping
And the
vision that was planted in my brain
Still
remains within the sound of silence
In
restless dreams I walked alone
Narrow
streets of cobblestone
'Neath
the halo of a street lamp
I
turned my collar to the cold and damp
When my
eyes were stabbed
By the
flash of a neon light
That
split the night
And
touched the sound of silence
And in
the naked light I saw
Ten
thousand people, maybe more
People
talking without speaking
People
hearing without listening
People
writing songs
That
voices never share
And no
one dare
Disturb
the sound of silence
"Fools"
said I, "you do not know
Silence
like a cancer grows
Hear my
words that I might teach you
Take my
arms that I might reach to you"
But my
words like silent raindrops fell
And
echoed in the wells of silence
And the
people bowed and prayed
To the
neon God they made
And the
sign flashed out it's warning
And the
words that it was forming
And the
sign said
"The
words of the prophets
Are
written on the subway walls
And
tenement halls"
And
whispered in the sound of silence
|
O Som do Silêncio
Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
Levantei minha lapela para me proteger do frio e
umidade
Quando meus olhos foram apunhalados
Pelo brilho de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
E ninguém ousava
Perturbar o som do silêncio
"Tolos" eu disse, vocês não sabem
Silêncio é como um câncer que cresce
Ouçam as palavras que eu possa lhes ensinar
Tomem os braços que eu possa lhes estender"
Mas minhas palavras caíam como gotas silenciosas
de chuva
E ecoavam no poço do silêncio
E as pessoas curvavam-se e rezavam
Ao Deus de néon que elas criaram
E o sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estava formando
E o sinal dizia,
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores das casas"
E sussurravam no som do silêncio
|
http://letras.terra.com.br/simon-e-garfunkel/36245/traducao.html
30 de jan. de 2012
18 de nov. de 2011
14 de nov. de 2011
A Soldiers Dream - Donavan
Um achado, passei muito tempo pesquisando e agora achei. Magnifíco!! Música do Brother Sun, Sister Moon.
28 de out. de 2011
14 de out. de 2011
Sombras...
As vezes eu quero voar, voar para longe;
Repousar nalgum lugar tranquilo, distante;
Onde eu não me preocupe com nada;
Onde eu não tenha medo;
Onde eu possa saborear a simplicidade;
Onde eu não precise me preocupar com a minha imagem refletida no espelho, modificando a cada dia com a implacável ação do tempo;
Onde o tempo eu sejamos amigos;
Onde ninguém se moleste com minhas insanidades;
Onde eu não precise sorrir labialmente para demonstrar afavidade;
Onde não tenha gente consumindo gente, bebendo gente;
Onde não tenha carnes sangrando;
Onde não tenha moribundos;
Onde não tenha gritos de pavor, choros de clamor;
Onde não tenha olhos famintos;
Onde não tenha lamentos;
Onde eu possa ser gente e não um rascunho;
Onde eu não seja condenada a morte;
Onde todos brilhem na mesma intensidade;
Onde meu espírito seja puro e feliz.
Deusely Libório
Repousar nalgum lugar tranquilo, distante;
Onde eu não me preocupe com nada;
Onde eu não tenha medo;
Onde eu possa saborear a simplicidade;
Onde eu não precise me preocupar com a minha imagem refletida no espelho, modificando a cada dia com a implacável ação do tempo;
Onde o tempo eu sejamos amigos;
Onde ninguém se moleste com minhas insanidades;
Onde eu não precise sorrir labialmente para demonstrar afavidade;
Onde não tenha gente consumindo gente, bebendo gente;
Onde não tenha carnes sangrando;
Onde não tenha moribundos;
Onde não tenha gritos de pavor, choros de clamor;
Onde não tenha olhos famintos;
Onde não tenha lamentos;
Onde eu possa ser gente e não um rascunho;
Onde eu não seja condenada a morte;
Onde todos brilhem na mesma intensidade;
Onde meu espírito seja puro e feliz.
Deusely Libório
7 de set. de 2011
Por um cavalo
"...por um cavalo...
Copreendi muito bem o que diziam a respeito dos açoites e do cristianismo. Mas ficou completamente obscuro para mim a palavra "seu",
pela qual pude deduzir que estabeleciam um vínculo a ligar-me ao chefe
das cavalarias. Então, não pude compreender de modo algum em que
consistiria tal vínculo. Só muito depois, quando me separaram dos outros
cavalos, é que expliquei a mim mesma o que aquilo representava. ...
...aquele que puder aplicar a palavra "meu"
a um número maior de coisas, segundo a convenção feita, considera-se a
pessoa mais feliz. Não sei por que as coisas são desse modo; mas sei que
são assim.
...O homem diz "minha casa", mas nunca vive nela;
preocupa-se apenas em construi-la e mante-la. O comerciante diz "minha
loja", ou "meus tecidos", por exemplo, mas não faz suas roupas com os
melhores tecidos que vende na loja. Há pessoas que chamam sua uma
extensão de terra e nunca a viram ou nem passaram por ela. Há outras que
dizem serem suas certas mulheres, e estas convivem com outros homens.
As pessoas não procuram, em sua vida, fazer o que consideram o bem, e
sim a maneira de poder dizer do maior número possível de coisas: é "meu". Agora estou persuadido de que nisso reside a diferença essencial entre nós e os homens."
Tolstoi
26 de mai. de 2011
A coisa coisada
Ela ia pro lugar que era longe;
Só que achou um lugar que era perto;
Por que o longe tava longe de chegar;
Então ela chegou no perto de chegar.
Quando a coisa tá coisando é por que a coisa já vinha coisando;
Por que a coisa quando coisa a coisa fica coisada;
Todos começam a coisar as coisas que estavam coisando.
Deusely Libório
14 de mar. de 2011
Remorso
![]() |
| Olavo Bilac (1865 - 1918) |
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
23 de fev. de 2011
Busco todos os dias o escencial para viver, para ser feliz, por que todos os dias é um novo dia e a cada novo dia que chega traz consigo novas perspectivas, novos desafios;
Novo tudo;
A vida se resume em construir todos os dias;
Reconstruir tudo o que foi feito no dia anterior;
Constuir um novo...;
O tempo é implacável, não espera por nada e nem por ninguém, leva consigo tudo o que encontra pela frente;
Leva consigo todas as belezas, as belas flores, os amores;
Se tudo passa, resta então construir, conquistar tudo a cada novo dia que chega com as ferramentas que tens;
Não se ater a uma somente coisa, a uma somente pessoa;
Mas, sim, é preciso viver cada coisa, cada amor, cada momento individualmente com intensidade por que amahã tudo será passado;
A única coisa que o tempo não leva são as lembranças;
E não é possível viver de lembranças.
18 de jan. de 2011
Poesia de Louco
Já era noite quando o sol nascia;
Os peixes pulavam de galho em galho;
Os macacos nadavam no leito do riacho;
E eu estava sentada numa pedra que não existia lendo um livro sem página que dizia: Prefiro morrer do que perder a vida.
5 de jan. de 2011
Ne Me Quitte Pas
Ne Me Quitte PasNe me quitte pas, Il faut oublier, tout peut s'oublier qui s'enfuit deja. Oublier le temps des malentendus et le temps perdu a savoir comment. Oublier ces heures qui tuaient parfois a coups de pourquoi le coeur du bonheur Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Moi je t'offrirai, des perles de pluie venues de pays ou il ne pleut pas Je creusrai la terre jusqu'apres ma mort pour couvrir ton corps d'or et de lumiere Je f'rai un domain ou l'amour sera roi ou l'amour sera loi ou tu sera reine. Ne me quitte pas Ne quitte pas Ne me quitte pas Je t'inventerai Des mots insensés que tu comprendras Je te parlerai De ces amants-là Qui ont vue deux fois Leurs coeurs s'embraser Je te racontrain L'histoire de ce roi Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas On a vu souvent Rejaillir le feu De l'ancien volcan Qu'on croyait trop vieux Il est paraît-il Des terres brûlées Donnant plus de blé Qu'un meilleur avril Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie Le rouge et le noir Ne s'épousent-ils pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Je ne vais plus pleurer Je ne vais plus parler Je me cacherai là A te regarder Danser et sourire Et à t'écouter Chanter et puis rire Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre L'ombre de ta main L'ombre de ton chien Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas | Não Me AbandoneNão me abandone, é preciso esquecer, Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás. Esquecer o tempo dos mal-entendidos E o tempo perdido a querer saber como Esquecer essas horas que às vezes mata a golpes de por quês, o coração de felicidade. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone Eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de países Onde nunca chove; Eu escavarei a terra mesmo depois da morte, Para cobrir teu corpo com ouro e luzes. Criarei um país onde o amor será rei, Onde o amor será lei e você será a rainha. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, eu te Inventarei Palavras absurdas que você compreenderá Te falarei daqueles amantes Que viram de novo seus corações excitados Eu te contarei a história daquele rei, Que morreu porque não pôde te conhecer. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Quantas vezes não se reacendeu o fogo Do antigo vulcão Que julgávamos velho? Até há quem fale de terras queimadas a produzir mais trigo na melhor primavera É quando a tarde cai, para que o céu se inflame o vermelho e o negro não se misturam Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Não me abandones, eu não vou mais chorar Não vou mais falar, Me esconderei aqui Só para te ver dançar e sorrir, Para te ouvir cantar e rir. Deixa-me ser a sombra da tua sombra? A sombra da tua mão? A sombra do teu cão? Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone. Não me abandone. |
29 de nov. de 2010
29 de out. de 2010
20 de set. de 2010
Metallica - The Unforgiven
The UnforgivenNew blood joins this earth And quickly he's subdued Through constant pained disgrace The young boy learns their rules With time, the child draws in This whipping boy done wrong Deprived of all his thoughts The young man struggles on and on, he's known A vow unto his own That never from this day His will they'll take away What I've felt What I've known Never shined through in what I've shown Never be Never see Won't see what might have been What I've felt What I've known Never shined through in what I've shown Never free Never me So I dub the Unforgiven They dedicate their lives To running all of his He tries to please them all This bitter man he is Throughout his life the same He's battled constantly This fight he cannot win A tired man they see no longer cares The old man then prepares To die regretfully That old man here is me What I've felt What I've known Never shined through in what I've shown Never be Never see Won't see what might have been What I've felt What I've known Never shined through in what I've shown Never free Never me So I dub the Unforgiven You labeled me I'll label you So I dub the Unforgiven | O ImperdoávelSangue novo junta-se a esta terra E rapidamente ele é subjugado Pela constante dor e desgraça O menino aprende as regras deles Com o tempo a criança é enganada Este rapaz subjugado fez errado Desprovido de todos os seus pensamentos O jovem homem aguenta e aguenta, ele sabe Um juramento para si mesmo Que nunca a partir deste dia Eles tomariam seu destino O que eu senti O que eu soube Nunca apareceram no que eu mostrei Nunca ser Nunca ver Jamais verei o que poderia ser O que eu sentia O que eu soube Nunca apareceram no que eu mostrei Nunca livre, Nunca eu (mesmo) Então eu nomeio-o o imperdoável Eles dedicaram suas vidas A tomar tudo deles Ele tenta satisfazer a todos Este homem amargo ele se torna Por toda a sua vida o mesmo Ele lutou constantemente Esta luta ele não pode vencer Um homem cansado eles vêem, não importa mais O velho homem então se prepara Para morrer cheio de arrependimentos Este velho homem aqui sou eu O que eu sentia O que eu soube Nunca apareceram no que eu mostrei Nunca ser Nunca ver Jamais verei o que poderia ser O que eu sentia O que eu soube Nunca apareceram no que eu mostrei Nunca livre, Nunca eu (mesmo) Então eu nomeio-o o imperdoável Vocês me rotularam Eu rotularei vocês Então eu os nomeio imperdoáveis |
17 de set. de 2010
Asas a liberdade
Para mim, o sexo não é uma das maneiras de viver a vida. O sexo é uma das atividades que pode fazer parte da vida.
Ler um bom livro, isso é somente um exemplo de como o sexo não é tanto em minha vida. Posso passar dias, semanas, meses sem sexo, sem impactos.
Sexo com homens, principalmente esses de porventura com um cara que provavelmente nunca mais terei algo além desse sexo, não me da prazer.
Prazer ao extremo ninguém nunca conseguiu da-me.
Se for para simplesmente fazer sexo por sexo, eu faço comigo mesmo, aí sim consigo chegar ao prazer elevado. Tal fato é que nunca deixei de praticar sexo comigo mesmo. Sempre tive comigo que isso era algo extremamente errado, uma aberração. Muitas vezes depois do prazer saciado vinha o arrependimento e juras de nunca mais fazer, que iria aguentar não importando quão grande fosse meu desejo libidinal. Mas quando o desejo libidinal voltava, na grande maioria das vezes não pensava em hesitar, logo começava a me satisfazer. Hoje por vezes consigo relutar e obter sucesso. Mas não mais por remorso.
A única prática imoral em tudo isso foi a que plantaram em minha cabeça, ao dizerem que sexo é imoral, principalmente os praticados consigo mesmo ou com pessoa do mesmo sexo. Malditos sejam eles por tal perversão, por que isto sim é perversão, assim como praticar sexo com crianças ou sexo forçado.
Deusely Libório
Deusely Libório
3 de set. de 2010
Insana
Oh paixão insana;
Que do meu precioso corpo devora;
Toma-te meu corpo;
Faça dele tua morada;
Leva-me a loucura do prazer;
Matiz é o nosso amor;
Meu corpo se insana;
Meus olhos, lábios, minha respiração, meu cheiro gritam loucamente;
Ao som dos pássaros, do balanço da copa das árvores, do embolado do riacho;
Meus olhos, lábios, minha respiração, meu cheiro gritam loucamente;
Ao som dos pássaros, do balanço da copa das árvores, do embolado do riacho;
Deleito-me em teus braços;
Sinto teu perfume;
Tua mão;
Teu corpo;
Teu calor;
Tua volúpia;
Nos embriagamos em beijos eloquentes;
Fazendo loucuras;
Extravasando nosso amor;
Esquecendo o mundo;
Vivendo...
Deusely Libório
Deusely Libório
Escarlate
A alma cansada já não levanta vôo como dantes;
A alma sangrando com fardo pesado nas costas vai caminhando lentamente mancando, solitária pela estreita estrada deserta de chegada não se sabe donde;
Nos campos secos cor de palha, cansada, sedenta de sede uma sombra deseja para pousar e descansar;
O sol impiedoso;
As moscas se alimentam da ferida dolorida;
A morte a vista, lenta corta cada nervo, cada ligamento, cada pulso num manejo fadonho;
Os pés tropeçam bêbados do cansaço;
Boca seca, lágrimas de sangue escorre pela face amedrontada, lava do peito aos pés e pinta de escarlate o rastro fétido insignificante;
Na mente borbulha ácido que corroi a sanidade;
A respiração ofegante trás com ar impuro, ronco engasgado das narinas e da garganta rasgadas pela sede...;
O corpo desengonçado caiu como uma árvore derrubada;
De longe, se olho tivesse, poder-se-ia ver o corpo caído agonizando os últimos sopros;
Em seus olhos de pavor e tristeza uma pergunta gritava...
Deusely Libório
1 de set. de 2010
O Tempo
![]() |
| Olavo Bilac (1865 - 1918) |
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos . . .
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo um século, e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das hora
17 de jul. de 2010
1 de jul. de 2010
Ao revés da ditadura
A vida cansada se arrasta no lamaçal continuo;
Tudo cheira morte, tudo tem cheiro de morte;
A loucura guerreia com a sanidade numa batalha sangrenta;
Estão cansadas as duas, mas ceder, nenhuma mostra possibilidades;
Nos verdes campos agora há vegetação amassada, quebrada, cor de morte e turvas fumaças;
Os animais habitantes morreram ou fugiram, em outros campos fizeram suas moradas;
A terra fértil tornou-se infértil;
As águas secaram, mas a guerra continua mesmo com a fraqueza das guerreiras que beiram a morte, muito feridas estão;
Comem poeiras com fel e bebem o sumo das próprias mazelas expostas;
A vida sucumbe ao revés da ditadura;
Impassível todos passam;
Dançam em ritmos destoados com sorrisos disfarçados;
Seus jardins um amontoado de lixo;
A guerra impetuosa é silêncio à visão, a audição de todos;
Será melhor morrer como boazinha ou viver como louca?
Deusely Libório
24 de jun. de 2010
A velha ferida está a sangrar, derrama sangue deletério;
O desânimo surra a carne cansada, trêmula e fétida;
Nos olhos de melâncolia perguntas sem respostas;
Os olvidos assustados, não entendem a carniça mundo;
No coração, buraco negro;
A mente zumbe de enjôo, cravados pregos enferrujados nela há;
Boca travada, dentes cerrados;
Voz abafada grita em vão socorro;
Pés dementes trupicam na poeira invisível
Dedos empalhados arde a secura.
17 de jun. de 2010
Mulher é uma arte;
É um ser maravilhoso de ser contemplada;
Meus olhos não se cansam de admirar uma bela mulher autêntica, inteligente, particular;
Sou apaixonada pelo o corpo da mulher, sua anatomia os percursos, os enigmas;
Mulher estilo vulgar não e mulher e sim qualquer coisa indefinida;
Mulher é um misto de encantos.
Deusely Libório
Deusely Libório
14 de jun. de 2010
Um Beijo
![]() |
| Olavo Bilac (1865 - 1918) |
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....
2 de jun. de 2010
Viva as loucuras, vida longa aos loucos
Minha mente, uma viagem de delírios
Delírios de sabores
Sabores, perfumes, dissabores
Dissabores da visão da audição, do coração
Coração inquieto tristemente apaixonado
Paixão compartilhada com o dissabor a indiferença
Indiferença dos teus olhos, com os meus sentimentos
Sentimentos em minha mente confusão
Confusão latente, guiado com fogo que não se apaga, ofusca minha visão
Visão que outro amor me trouxe, amor de alma simples
Simpliscidade que faz meus lábios sorrirem, por vezes tambem os meus olhos
Olhos meus perdidos na imensidão, olhos de vulcão
Vulcão que derrama lavas
Lavas que correm pelo meu rosto
Rosto, este que deseja teus beijos em cada parte até o encontro com meus vermelhos e quentes lábios
Lábios aquecidos pelo o vulcão dos meus olhos
Olhos que vagueiam a te procurar, procura insana
Insanidade, que habita em uma parte da minha mente
Mente minha que tento controlar, mas sinceramente, não vou mais perder meu tempo tentando controla-la
Controla-la para quê? Nunca vantagens me trouxe!
Viva os loucos, viva as loucuras, amo os loucos me enoja os normais
Vida longa aos loucos, que dançam despidos na chuva em meio a natureza, que não se enquadram na moda perfeita, que andam pelas matas como se morada sua fosse, que não se enquradram a padrões impostos.
Deusely Libório
Sonhos, um mistério real
Um fato que me entriga muito são os sonhos. Não gosto de sonhar muito menos de ter pesadelos. É curioso que na maioria das vezes consigo controlar isso, antes de dormir determino que não quero sonhar, que não vou sonhar, nem com sonhos bons. Sonhar enquanto dormimos é uma falta de respeito com o sono, por isso prefiro simplesmente dormir e que nem mesmo os sonhos bons venham atrapalhar-me.
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.
Deusely libório
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.
Deusely libório
21 de mai. de 2010
Coeso
Quero em teus braços repousar e amparada sentir-me
Quero tuas mãos macias sentir a acariciar-me, em meus cabelos que elas passeem por longo tempo
Quero o beijo do vento suave minha face a beijar
Quero a natureza simplesmente contemplar do alto de um montanha numa bela manhã fria ao teu lado amada minha
Quero o silêncio total para que não atormentem minha alma cansada da futilidade aguçante que meus olhos vêem a todo momento
Quero o sorriso e o cântico da natureza ouvir
Quero despida, sem constragimento dançar ao suave vento com meus longos cabelos esvuaçante, com, para a tão suntuosa natureza
Quero minha mente repleta de sabedoria
Quero como a águia viver, com um único amor de ambos os lados para todo o sempre, com felicidade e o carinho de sempre
Quero em minhas entranhas harmoniosamente sentir-te
Quero o fascínio da inocência
Quero o que é belo comtemplar
Quero meu ser de beleza alimentar, beleza que somente os olhos da inocência podem ver
Quero na chuva forte despida correr, brincar em meio a natureza como os animais e teu corpo sentir a abraçar-me, amada minha que tão parecida comigo és, teus longos cabelos são lindos, amo te, quero te, desejo te. Tais sentimentos meus são nobres, são preciosos que somente tu humana com teus olhos lindos podes ver, a mim entender.
Teus cabelos longos, tua pele alva me fascinam
Somos poesia coesa, enigmática, que olhos impuros jamais entenderá.
Teus cabelos longos, tua pele alva me fascinam
Somos poesia coesa, enigmática, que olhos impuros jamais entenderá.
Deusely Libório
18 de mai. de 2010
O que reserva o lá fora?
É uma saudade tão grande do que eu nunca tive ou vivi. Saudades dos Incas, dos Maias, saudades de Macchu Picchu, saudades daquela que um dia abracei, beijei, que em minhas entranhas maravilhosante a senti, sorrimos, brigamos muito, desde a nossa separação tudo tem se tornado mais difícil, meu coração está dilacerado, em teu lugar um vazio triste como se não bastasse o vazio gigante que em mim já habitava.
Quero ir embora a procura de conhecimento, a procura de mim mesma. Sair sem destino certo, me testar para me conhecer, mas me bate a infame insegurança, o medo de aventurar de sentir o lá fora, medo do desconhecido, medo de fraquejar, medo da morte a mim levar doloridamente. Oh, quantas inseguranças e medos. Assim já não posso mais viver, preciso saber se eu posso existir, preciso saber se consigo sobreviver-viver e mais ainda me achar lá fora, lá além dessas paredes úmidas e mofadas que me cercam.
Como será lá fora? Prescípicio ou horizonte?
Meu espírito está inquieto, vive inquieto, está amordaçado minhas pernas e mãos algemadas.
Serei um dia liberta? Serei um dia Feliz?Deusely Libório
14 de mai. de 2010
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| Olavo Bilac (1865-1918) |
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.
Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d'alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?
Depois dos lábios sôfregos e ardentes,
Senti - duro castigo aos meus desejos -
O gume fino de perversos dentes...
E não posso das faces poluídas
Apagar os vestígios desses beijos
E os sangrentos sinais dessas feridas!
5 de abr. de 2010
"Os tambores soam tristes, minha querida, meu amor
Quando meus pensamentos se voltam para ti
Onde estão os olhos que fitei naquele dia tranquilo e distante?
As folhas estéreis campos de batalha morreram
O fedor da carne me enjoa
Dormi encharcado
Os vermes comeram meu pão
E o lamento dos homens encheu o ar
Verdes são as folhas da velha macieira
Perfumadas são as flores da primavera que puseste nos teus cabelos
O sorriso em teus olhos
A folha de grama à guisa do anel
Mornos são os pães que esfriam na janela
Ao som do corrégo límpido
O cheiro bom e limpo dos lençois de algodão cru
A música das crianças que brincam
Os tambores soam tristes
Minha querida, meu amor
Quando meus pensamentos se voltam para ti
Onde estão os olhos que fitei naquele dia tranquilo e distante, naquele dia tranquilo e distante?
Os pássaros cantam baixinho
Das árvores que crescem de mansinho
Uma brisa doce e serena sopra nesse dia tão lindo
Ao campo eu vou passear com as borboletas
As flores são tão belas, nesse lindo dia
Quem dera a vida fosse sempre tão simples quanto esse dia
Desejo a paz a todos, nesse dia tão lindo, nesse dia tão lindo."
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