1 de set. de 2010

O Tempo

Olavo Bilac (1865 - 1918)
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!

A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.

Ninguém pode evitar os meus danos . . .
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo um século, e passo adiante.

Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das hora

1 de jul. de 2010

Ao revés da ditadura

A vida cansada se arrasta no lamaçal continuo; Tudo cheira morte, tudo tem cheiro de morte; A loucura guerreia com a sanidade numa batalha sangrenta; Estão cansadas as duas, mas ceder, nenhuma mostra possibilidades; Nos verdes campos agora há vegetação amassada, quebrada, cor de morte e turvas fumaças; Os animais habitantes morreram ou fugiram, em outros campos fizeram suas moradas; A terra fértil tornou-se infértil; As águas secaram, mas a guerra continua mesmo com a fraqueza das guerreiras que beiram a morte, muito feridas estão; Comem poeiras com fel e bebem o sumo das próprias mazelas expostas; A vida sucumbe ao revés da ditadura; Impassível todos passam; Dançam em ritmos destoados com sorrisos disfarçados; Seus jardins um amontoado de lixo; A guerra impetuosa é silêncio à visão, a audição de todos; Será melhor morrer como boazinha ou viver como louca? Deusely Libório

24 de jun. de 2010

A velha ferida está a sangrar, derrama sangue deletério;
O desânimo surra a carne cansada, trêmula e fétida;
Nos olhos de melâncolia perguntas sem respostas;
Os olvidos assustados, não entendem a carniça mundo;
No coração, buraco negro;
A mente zumbe de enjôo, cravados pregos enferrujados nela há;
Boca travada, dentes cerrados;
Voz abafada grita em vão socorro;
Pés dementes trupicam na poeira invisível
Dedos empalhados arde a secura.

17 de jun. de 2010






Mulher é uma arte;
É um ser maravilhoso de ser contemplada;
Meus olhos não se cansam de admirar uma bela mulher autêntica, inteligente, particular;
Sou apaixonada pelo o corpo da mulher, sua anatomia os percursos, os enigmas;
Mulher estilo vulgar não e mulher e sim qualquer coisa indefinida;
Mulher é um misto de encantos.


Deusely Libório

14 de jun. de 2010

Um Beijo

Olavo Bilac (1865 - 1918)
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....

2 de jun. de 2010

Viva as loucuras, vida longa aos loucos

Minha mente, uma viagem de delírios
Delírios de sabores
Sabores, perfumes, dissabores
Dissabores da visão da audição, do coração
Coração inquieto tristemente apaixonado
Paixão compartilhada com o dissabor a indiferença
Indiferença dos teus olhos, com os meus sentimentos
Sentimentos em minha mente confusão
Confusão latente, guiado com fogo que não se apaga, ofusca minha visão
Visão que outro amor me trouxe, amor de alma simples
Simpliscidade que faz meus lábios sorrirem, por vezes tambem os meus olhos
Olhos meus perdidos na imensidão, olhos de vulcão
Vulcão que derrama lavas
Lavas que correm pelo meu rosto
Rosto, este que deseja teus beijos em cada parte até o encontro com meus vermelhos e quentes lábios
Lábios aquecidos pelo o vulcão dos meus olhos
Olhos que vagueiam a te procurar, procura insana
Insanidade, que habita em uma parte da minha mente
Mente minha que tento controlar, mas sinceramente, não vou mais perder meu tempo tentando controla-la
Controla-la para quê? Nunca vantagens me trouxe!
Viva os loucos, viva as loucuras, amo os loucos me enoja os normais
Vida longa aos loucos, que dançam despidos na chuva em meio a natureza, que não se enquadram na moda perfeita, que andam pelas matas como se morada sua fosse, que não se enquradram a padrões impostos.


Deusely Libório

Sonhos, um mistério real

Um fato que me entriga muito são os sonhos. Não gosto de sonhar muito menos de ter pesadelos. É curioso que na maioria das vezes consigo controlar isso, antes de dormir determino que não quero sonhar, que não vou sonhar, nem com sonhos bons. Sonhar enquanto dormimos é uma falta de respeito com o sono, por isso prefiro simplesmente dormir e que nem mesmo os sonhos bons venham atrapalhar-me.
Quando eu era criança, tinha uns sonhos que vez ou outra sonhava com eles, eram sempre iguaisinhos, não mudavam uma vírgula, alguns eram bastante reais, por algum momento algumas coisas eu sentia de verdade, eu ficava oscilando entre o sonho e o real. Tinha consciência do que estava sonhando (acontecendo, como se eu estivesse acordada assistindo algo repitido) e até hoje em alguns sonhos, sei cada passo o que vai acontecer, que vou ou vão fazer, por que já fiz antes em algum momento. (Não sou espírita nem tão acredito mas tenho muito respeito por aqueles que acreditam, praticam. Em fim por todas as religões).
Tenho uma filha de 12 anos, apesar de eu ter somente 27 anos. Minha única filha.
Minha filha desde antes de completar 1 aninho, tinha uns pesadelos horriveis, ela acordava dando um grito terrível de pavor e medo. Por muito tempo ela dormia somente comigo devido a isso. Quando ela já era maior e tinha a capacidade de me relatar os tais pesadelos ela não contava, ficava extremamente irritada se questionada e logo voltava a dormir e no outro dia tambem não falava a respeito. Quando ela tinha de 7 para 8 anos ela me contou um e depois mais outros. Sempre a questionava e por me entrigar muito.
O primeiro que ela contou: Estava ela em seu colégio numa festa, lá tambem estava eu e seu pai, o pai dela pediu para ela subir e pegar uns salgadinhos com o porteiro. Quando chegou lá o porteiro estava morto todo ensanguentado e tambem todos que estavam por lá, uma cara armado descia atirando nas pessoas, matava o pai dela a mim e depois o cara atirava nela e ela acordava gritando, apavorada.
Na maioria das vezes os pesadelos dela são com morte e muito sangue. Mas ela não gosta de contar.
Tem um outro que me entriga tambem bastante. Há um ano atrás, ela disse-me que assim que eu saí para o trabalho, voltei, meus cabelos estavam abaixo da cintura, meus cabelos eram lisos e brancos com mechas pretas, meus olhos estavam pintados de preto meio roxo bastante carregado e pareciam ter sangue. Ela achou estranho mais não falou nada. Eu ia de um lado para outro, abria e fechava a porta do guarda-roupa como se estivesse fazendo algo. Ela disse: miminha me da um beijo, você vai sair sem me da um beijo, eu me virei para ela com um olhar estranho como se fosse beija-la, peguei o travesseiro e sufoquei a, ela tentava sair, gritar e não conseguia. Ela disse que lutou muito e apavorada conseguiu sair correndo meio que sem ar aos gritos de pânico para a casa da tia dela que fica nos fundos da nossa casa. Depois desse episódio ela não queria entrar dentro de casa porque tinha certeza que tinha acontecido, a tia dela teve que provar que tudo tinha sido um pesadelo. Depois de muito tempo ela teve esse mesmo pesadelo, mas segundo ela apesar de ter sido muito real e tão pavoroso quanto o primeiro, quando ela acordou sufocada se deu conta que era o mesmo pesadelo de antes.
Há uns três meses atrás, ela disse-me que é engraçado, algumas vezes, ela sonha, tem consciência de que está dormindo e sonhando. Ela cochicha no sonho, por que sabe que se ela falar nomal, as pessoas aqui fora vão ouvi-la gritando. Um dia num destes sonhos alguém perguntou: por que você está cochichando? Ela respondeu: se eu falar normal as pessoas lá fora vão ouvir! Ela pensou um pouquinho e resolveu testar, falou "ah", normal e me acordou de verdade com um dos gritos que só ela mesma consegue. E como sempre, mais uma vez saí correndo baratinada meio acordada ao seu quarto para acalma-la. Ela não estava aparovada, como em algumas poucas vezes. Ela disse que direto tem esse tipo de sonho, mas ela sempre cochicha para as pessoas daqui de fora não ouvirem.

Deusely libório

21 de mai. de 2010

Coeso

Quero em teus braços repousar e amparada sentir-me
Quero tuas mãos macias sentir a acariciar-me, em meus cabelos que elas passeem por longo tempo
Quero o beijo do vento suave minha face a beijar
Quero a natureza simplesmente contemplar do alto de um montanha numa bela manhã fria ao teu lado amada minha
Quero o silêncio total para que não atormentem minha alma cansada da futilidade aguçante que meus olhos vêem a todo momento
Quero o sorriso e o cântico  da natureza ouvir
Quero despida, sem constragimento dançar ao suave vento com meus longos cabelos esvuaçante, com, para a tão suntuosa natureza
Quero minha mente repleta de sabedoria
Quero como a águia viver, com um único amor de ambos os lados para todo o sempre, com felicidade e o carinho de sempre
Quero em minhas entranhas harmoniosamente sentir-te
Quero o fascínio da inocência
Quero o que é belo comtemplar
Quero meu ser de beleza alimentar, beleza que somente os olhos da inocência podem ver
Quero na chuva forte despida correr, brincar em meio a natureza como os animais e teu corpo sentir a abraçar-me, amada minha que tão parecida comigo és, teus longos cabelos são lindos, amo te, quero te, desejo te. Tais sentimentos meus são nobres, são preciosos que somente tu humana com teus olhos lindos podes ver, a mim entender.
Teus cabelos longos, tua pele alva me fascinam
Somos poesia coesa, enigmática, que olhos impuros jamais entenderá.

Deusely Libório

18 de mai. de 2010

O que reserva o lá fora?

Essa tristeza que sinto pulsar meu coração parece querer arrancar minha alma desse corpo que carrego.
É uma saudade tão grande do que eu nunca tive ou vivi. Saudades dos Incas, dos Maias, saudades de Macchu Picchu, saudades daquela que um dia abracei, beijei, que em minhas entranhas maravilhosante a senti, sorrimos, brigamos muito, desde a nossa separação tudo tem se tornado mais difícil, meu coração está dilacerado, em teu lugar um vazio triste como se não bastasse o vazio gigante que em mim já habitava.
Quero ir embora a procura de conhecimento, a procura de mim mesma. Sair sem destino certo, me testar para me conhecer, mas me bate a infame insegurança, o medo de aventurar de sentir o lá fora, medo do desconhecido, medo de fraquejar, medo da morte a mim levar doloridamente. Oh, quantas inseguranças e medos. Assim já não posso mais viver, preciso saber se eu posso existir, preciso saber se consigo sobreviver-viver e mais ainda me achar lá fora, lá além dessas paredes úmidas e mofadas que me cercam.
Como será lá fora? Prescípicio ou horizonte?
Meu espírito está inquieto, vive inquieto, está amordaçado minhas pernas e mãos algemadas.
Serei um dia liberta? Serei um dia Feliz?

Deusely Libório

14 de mai. de 2010

Olavo Bilac (1865-1918)
Viver não pude sem que o fel provasse
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.

Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d'alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?

Depois dos lábios sôfregos e ardentes,
Senti - duro castigo aos meus desejos -
O gume fino de perversos dentes...

E não posso das faces poluídas
Apagar os vestígios desses beijos
E os sangrentos sinais dessas feridas!

5 de abr. de 2010

"Os tambores soam tristes, minha querida, meu amor
Quando meus pensamentos se voltam para ti
Onde estão os olhos que fitei naquele dia tranquilo e distante?
As folhas estéreis campos de batalha morreram
O fedor da carne me enjoa
Dormi encharcado
Os vermes comeram meu pão
E o lamento dos homens encheu o ar
Verdes são as folhas da velha macieira
Perfumadas são as flores da primavera que puseste nos teus cabelos
O sorriso em teus olhos
A folha de grama à guisa do anel
Mornos são os pães que esfriam na janela
Ao som do corrégo límpido
O cheiro bom e limpo dos lençois de algodão cru
A música das crianças que brincam
Os tambores soam tristes
Minha querida, meu amor
Quando meus pensamentos se voltam para ti
Onde estão os olhos que fitei naquele dia tranquilo e distante, naquele dia tranquilo e distante?
Os pássaros cantam baixinho
Das árvores que crescem de mansinho
Uma brisa doce e serena sopra nesse dia tão lindo
Ao campo eu vou passear com as borboletas
As flores são tão belas, nesse lindo dia
Quem dera a vida fosse sempre tão simples quanto esse dia
Desejo a paz a todos, nesse dia tão lindo, nesse dia tão lindo."

1 de abr. de 2010

No dia em que eu me compreender, que eu quebrar meus paradigmas, que eu quebrar meus tabus, que eu tiver uma visão de mundo, meu enigma eu desvelar, quando eu me conhecer...
Serei então liberta e o sorriso habitará os meus olhos, até mesmo quando a morte me abraçar, arrancar meu último sopro e eu estiver com os olhos cerrados eles sorriram com tanto vigor que desnudará a quem os verá.

24 de mar. de 2010

Se eu pudesse eu iria ser eu mesma em outra pessoa para me avaliar, eu iria me seguir 24h por dia para me conhecer.

18 de mar. de 2010

EU

Estou a ficar louca, a vontade da morte achar-me e levar-me com ela é grande
Eu não quero ser assim, quero ser normal
Não entendo a mim mesma
Não compreendo porque me evitam!
O que tenho de tão arripugnante?
Não sou tão ruim, eu quero ser amiga, mas creio que não sei ser amiga, óh Deus eu não entendo nada e a morte, a morte seria, aliás é a solução para o fim das minhas tristezas, das minhas desilusões, do sofrer, da minha ansiedade, da solidão que me assola sem piedade. A morte não vou procurar mas estou a torcer para que ela me encontre e me leve. Que seja de causas naturais, sei lá, que seja morte não praticada por mim, quero que minha filha sofra menos.
Não pode existir alguém como eu
Ninguém consegue viver bem sozinho
Ninguém quer ser amigo de carentes
Se eu pudesse eu iria ser alguém para me ver, sem que eu mesma soubesse, mas a outra que tambem seria eu, saberia. Eu iria conhecer a mim que sou Deusely, a outra eu seria, Maria, Joana..., não importa, o que importa é que eu seria a sombra da Deusely, eu iria estuda-la, ela seria meu objeto de pesquisa, eu seria amiga dela sem que ela soubesse que eu seria ela mesma. Sem que ela percebesse eu iria analisar as atitudes dela, o andar, sorriso, gestos, falar, pensar, o olhar, ela seria como se um filme para mim, eu iria descubrir seus mistérios, suas angústias, medos, os sonhos, se és inteligente, capaz, enfim todo o enigma que és.
Depois de tudo concluído e resolvido a segunda eu deixaria de existir depois de uma bela e longa contemplação do meu próprio eu.

Deusely Lobório

25 de fev. de 2010

As Mulheres são Flores

As meninas pequeninas, são como botões de flores.
Elas se tornam feias com pinturas nos delicados rostinhos.

As mocinhas com seus 13 e 15 anos, são os lindos botões se desabrochando com toda força e graça.

As mulheres com seus 20 anos, são lindas flores desabrochadas, perfumadas, cores vibrantes, perfeitas, são as mais queridas e disputadas dos jardins. Nelas não cabe pinturas estravagantes, cores fortes nos lábios. Por elas terem a beleza, o perfueme, as cores perfeitas, não necessitam de reparos. Elas exalam aroma agradavél e excitante.

As mulheres de 30 anos, começam a perder a beleza natural, o perfume, as cores, o vigor. Por isso nelas fica bonito um um baton vermelho forte, um lápis bem passado e escuro nos olhos, um perfume mais forte, uma roupa sensual.

As mulheres de 40 anos, necessitam de mais manutenção, mais reparos. Essas flores, algumas delas sendo plantadas em solo fértil, sendo bem cuidadas, ainda podem ter alguma beleza, mesmo com seus retoques.

As mulheres depois dos 40 anos, murcham, perdem a beleza das flores.
Se encantam, se tornam pessoas de corações maravilhosos, nelas existem uma outra beleza, um novo olhar. A sabedoria reina sobre elas.

Deusely Libório

3 de fev. de 2010

Sinto a imptência bater o meu corpo
Cada segundo uma incerteza constante
Já não sei mais o que é real ou fantasia
Meu mundo de utopias é imenso, que se confunde com minha realidade.
Minha alma está ferida
Meus sentimentos confusos e despedaçados
Muitos sonhos, quimera, quimera, quimera...
Projetos não iniciados
Projetos inacabados
Medo, medo, medo, medo...
Tudo em mim, inconstâncias repetitivas
Choro, grito por dentro
Socorro não vem
Adormeço...
Acordo...
Sou forte, por mais que tudo e todos tentem me "matar", não hei de morrer em vão.
Necessito que a sabedoria, a felicidade, o amor, a armonia me consumam imediatamente.

Amor da Minha vida 2

Amor que tanto amei
Amor que ainda habita em meu ser
Amor que destroi cada parte de mim
Por ti choro ainda todos os dias
Quando o dia finda, mais um pedaço de mim é arrancado
Meus fins de semana, agora são eternos sofrer, são calabouços de torturas
Meu amor tu foi-se embora, me deixou neste calabouço
Não me amas nada
Teus olhos verdes, perdidos no horizonte de calmaria, não os verei mais
Teus longo, loiros cabelos encaracolados, meus dedos não sentiram mais
Tua pele branca como a neve, de mim se distanciou
Teus singelos e vermelhos lábios, não beijaram mais os meus
Teus abraços, teus afagos, terei que esquecer
Teu jeito particular, jeito despojado...
Teu perfume brisa do amanhecer insiste em me embriagar mesmo distante, me deixa zonza
Meu amor, meu grande amor, era sabido por mim, que não me amavas
Acho que estou louca, não sou mais criança
Fostes-te para longe de mim, se desprendestes totalmente
Meu amor, meu grande amor
Fostes e não deixou um pedaço de ti em mim
Teu filho não deixou comigo, não deixou que eu cuidaste dele
Meu ventre está seco
A marca de nós dois, nosso sangue não se uniu
Resta somente as lembranças de um amor, só por mim vivido.

Deusely Libório

25 de jan. de 2010

Lutas que travarei com feras

Ao mesmo tempo que quero, desejo lutar, me sinto tão fraca para fazer, para tomar uma iniciativa precisa.
As portas estão fechadas, mas tem uma janela ao alto.
Escadas para chegar a janela não tem, mas se pode chegar lá escalando. É uma escala muito difícil, escorregadia, quase nada de lugar para agarrar, e os lugares que tem são tão frageis. Mas a mim não me resta opção. Se eu não escalar para chegar a janela e empurra-la com bastante força para entrar, serei consumida pelas chamas ardente, lentamente. Não quero me ver sendo consumida pelas chamas.
Essa escala vai fazer doer todas as partes do meu pequeno corpo. Meus braços e pernas são tão pequenos para eu alcançar os lugares, onde me firmar. Não tem outro jeito, vou escalar para chegar a janela, com a esperança de não cair, de chegar até ela, ter força suficiente para empurra-la e entrar.
Cansei de ser só mais uma em meio a multidão. Quero brilhar, quero ser eu mesma. Tudo o que tenho é pouco, com o que tenho não dá para eu, ser eu mesma.

22 de dez. de 2009

Esperar, Esperar

Esperar é um tormento em minha vida, aliás essa é uma palavra que não existe em meu vocabulário
Talvez devesse existir, dizem que ela é fundamental
No entanto nunca vi importância nenhuma nessa palavra
meu impulso é maior, ele não fica parado
No meu mundo não existe nada em meio termo, mais ou menos, é sempre tudo ou nada de imediato
Não consigo esperar alguém, esperar numa fila, esperar uma resposta, subir ou descer uma escada rolante, parada, sem me estressar ao extremo,  preciso me mover, assim chego mais rápido, a escada anda e eu tambem
Esperar é uma falta do que fazer, é para quem não tem nada e tenta preencher o tempo, mas preencher o tempo com nada, não entra na minha cabeça
Esperar é perder tempo, cômodo inútil, é sofrimento programado
Para que falar, fazer depois, ninguém sabe do depois, nunca saberemos o que é depois, pois o depois nunca chegou e nunca chegará, ele é apenas uma imaginação em nossa mente que nunca se concretizará.

18 de dez. de 2009

Espero Dias Melhores

Minha vida sempre foi desorientada
Neste momento estou passando por um período mais delicado
Vivo um querer e uma procura sem fim
Meu mundo é cheio de utopias
Ninguém gosta do meu mundo, por isso vivo com minha companheira inseparavél "SOLIDÃO". Ela não se esquece de mim por nem um segundo, sempre trás consigo seus amigos que fazem questão de permanecer comigo o tempo todo, todo o tempo
Os amigos da solidão são muitos. Tristeza, ansiedade, desespero, raiva, culpa...
Estou afogando, pedindo socorro, estou sufocada, grito, grito, aceno, grito mais alto...
E nada!
Meu mundo é tão grande, tão sozinho, apenas eu na imensidão
Meus gritos ecoam, mas ninguem os ouve
Estou lutando sozinha em alto mar revolto
Minhas forças estão esvanecendo-se
A tristeza cobre meus olhos e meu semblante
Meu sorriso é um disfarse que não condizem com meus olhos
Os olhos não mentem nunca, qualquer parte do corpo pode até conseguir mentir
Os olhos jamais, os olhos falam mais do que a boca
Aliás a boca não fala nada, é apenas um órgão emissor de sons, sons que por vezes levam alegrias ou ferimentos
Sonho com tempos melhores
Sonho que toda essa solidão seja passado, que quando lembrado, seja lembrado com alívio e que eu fique ainda mais feliz, felicidade elevada ao máximo.


Deusely Libório

1 de dez. de 2009

Não vejo o que tem depois da ponte, mas tenho que atravessa-la.
Desuely Libório

4 de nov. de 2009

NÃO QUERIA SER MÃE

Eu deveria ser uma pessoa muito feliz.
Mas não estou satisfeita com o que tenho. Estou a procura de algo, que não sei onde nem como encontrar.
Tenho uma filha linda, com saúde. Porém não me sinto mãe, não queria (não quero) essa responsabilidade. Me sinto presa, parece que minha filha me sobregacarrega, me consome. Tudo gira em torno dela, o que faço ou o que deixo de fazer, tenho antes que pensar nela. Sinto imensa vontade de deixa-la. Mas como, se ela faz parte de mim, se sou responsavel por ela? Se qualquer coisa que eu faça vai interferir no futuro dela como pessoa? Meus braços e pernas estão amarrados. Não estou aguentando ser mãe e ainda de uma pré-adolescente! Minha filha é carinhosa, mas tem um jeito que não gosto. Quer tudo ao jeito dela, ao tempo dela, não aceita minhas imposições, minhas sugestões. Nunca fui como ela. Tambem nunca tive infância e adolescencia. Talvez seja por isso essa minha enorme dificuldade. Não estou sabendo como lidar com isso.
A forma como educo-a, perde o valor com o pai dela. Pensamos diferentes, conceitos diferentes. Ele diz que sou retograda, antiga. Da forma dele, ela acha melhor.
Quero ir embora para uma cidade distante, ve-la somente de tempos em tempos. Mas quando falo no assunto ela não aceita e chora. Fico paralisada pelo medo que tenho dela se revoltar e acabar sendo quem não quero. Por isso colocar a culpa em mim e o pior, eu me sentir culpada. Mas do jeito que ela é e está vai fazer somente o que ela quer logo, logo, porque tudo o que lhe ensino tem o pai dela para distorcer.
Mesmo com tudo isso acredito que ela seja pelo menos um pouco feliz. Ela tem muitas amigas, ligam e mandam muitos recadinhos para ela.
Por vezes tenho pena, por ela ter uma mãe assim, ela não pediu para nascer.
Até a pouquíssimo tempo eu ainda desejava ter mais uma criança, para agrada-la. É o sonho dela ter uma irmã ou irmão. Agora nem em sonhos em quero ter.
Pena que não fui instruída a me prevenir, a saber dizer não, a saber o tempo exato para as coisas acontecerem. Estou muito nova e com essa responsabilidade nada agradável nas minhas costas. :(

1 de jul. de 2009

Somos todos um tanto loucos


Somos todos um tanto loucos
Sei sou um tanto louca
Sou insensata
Sou covarde
Sou ingênua
Sou fantasiosa, anciosa
Sou bicho do mato
Tenho minhas convicções
Meus medos
Minha garra
Meus credos
Meus valores
Minhas paixões
Meus sonhos, muitos não vividos
Vontades não saciadas
Vivo um querer sem fim e incertezas.

Deusely libório

10 de jun. de 2009

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também

9 de jun. de 2009

Flores x Mulheres


O caminho das flores é lindo
O caminho das flores é perfumado
O caminho das flores é doce
O caminho das flores é repleto de magia e felicidades
O caminho das flores cura dores
O caminho das flores conquista
O caminho das flores faz uma mulher sentir-se amada, especial e criança volta as ser
O caminho das flores tem belezas infinitas
As flores são delicadas
Outras têm espinhos que podem furar e fazer sangrar
As flores precisam ser adubadas, regadas, necessitam de cuidados para desabrocharem com encanto.

Mulheres são assim também
Com cuidadas especiais se tornam a mais formosa flor
Seja ela rica ou pobre
Seja ela simples ou sofisticada
Seja ela moderna ou despojada
Seja ela jovem ou velha
Seja ela doce ou áspera
Seja ela educada ou mal amada

Seja ela presidente de uma grande companhia ou uma simples empregada doméstica, dona de casa...
Uma mulher tambem pode ferir e fazer sangrar.

Deusely Libório

24 de mar. de 2009

AMOR DA MINHA VIDA


Amor da minha vida
Que do meu ser toma conta
Amor que me envaidece com tristeza em meu ser
Amor de não grande expectativa
Amor que desejo com toda minha força, com todo meu querer
Amor que me faz por vezes sofrer calada, gritar de dor por dentro
Amor meu grande amor
Teus olhos me enfeitiçam
Teus olhos verdes, olhar perdido no horizonte de calmaria, parecem não me enxergar a tua frente
Teus loiros cabelos, encaracolados, despenteados
Tua pele branca como a neve
Teus lábios singelos, vermelhos, quente
Teu beijo eloqüente
Teus braços que me envolvem em melodia sem fim
Teu afago
Teu perfume suave como a brisa do amanhecer
Teu jeito particular, jeito despojado, despreocupado
A mim não ama, mas comigo estar
Tua dúvida
Horas me ama, outras me olha com tamanha pena
Meu amor, meu grande amor se pudesse te prenderias dentro de mim
No entanto não serias feliz
Quanto a mim tembem não
Te desejo meu, somente meu, radiante e livre para deleite dos meus olhos
Sinto a qualquer momento se desprenderes de mim
Amor, meu grande amor
Antes de te ires
Deixa em mim um pedaço teu
Deixa um filho teu em meu ventre
Deixa eu cuidar de um filho teu
Deixa uma marca de nós dois perpetuar
Nosso sangue se unir em uma vida
Uma vida bela
Mesmo que tua ida seja para sempre.



Deusely Libório