26 de mar. de 2013
3 de mar. de 2013
Estou ao teu lado
Se você pensar em me
pedir um abraço, olhe bem. Meus braços já estão abertos a tua espera.
Quando pensares em um beijo meu, meus lábios já estarão ardentes para receber os teus lábios aos meus.
Quando tiveres mal por qualquer coisa que seja, deixe-se estar comigo, deixe-me carregar tuas dores, tuas mágoas, não as leve só. Não quero que compartilhe comigo somente tuas alegrias.
Te ofereço minhas mãos pra ficar junto as tuas, meu ombro para te encostar, meu peito para que possas repousar, ofereço meu abraço pra que sintas aconchego. Posso ficar o tempo necessário pertinho de você olhando o tempo, às vezes o silêncio fala e aconselha melhor do que mil palavras.
Se eu te machucar mesmo sem saber, me faça saber. Sou passiva de erros, a perfeição não veio me visitar, não me presenteou quando eu nasci por isso sou essa pessoa errante. Se eu não os puder corrigir ao menos tentarei não os repetir.
Se eu te amo é porque é amor, nunca te culparei por ele, nunca te obrigarei a ficar só porque te amo. Eis livre e podes voar quando quiseres sem mim. Não tens nenhuma obrigação de ficar aqui nesse coração maluco que só quer ser feliz ao teu lado. Se ficares ou se voares comigo meu ser se encherá de festas.
Quando pensares em um beijo meu, meus lábios já estarão ardentes para receber os teus lábios aos meus.
Quando tiveres mal por qualquer coisa que seja, deixe-se estar comigo, deixe-me carregar tuas dores, tuas mágoas, não as leve só. Não quero que compartilhe comigo somente tuas alegrias.
Te ofereço minhas mãos pra ficar junto as tuas, meu ombro para te encostar, meu peito para que possas repousar, ofereço meu abraço pra que sintas aconchego. Posso ficar o tempo necessário pertinho de você olhando o tempo, às vezes o silêncio fala e aconselha melhor do que mil palavras.
Se eu te machucar mesmo sem saber, me faça saber. Sou passiva de erros, a perfeição não veio me visitar, não me presenteou quando eu nasci por isso sou essa pessoa errante. Se eu não os puder corrigir ao menos tentarei não os repetir.
Se eu te amo é porque é amor, nunca te culparei por ele, nunca te obrigarei a ficar só porque te amo. Eis livre e podes voar quando quiseres sem mim. Não tens nenhuma obrigação de ficar aqui nesse coração maluco que só quer ser feliz ao teu lado. Se ficares ou se voares comigo meu ser se encherá de festas.
Deusely Libório
2 de mar. de 2013
A última folhinha verde
Há muito tempo atrás, no Hemisfério Norte, um rei estava muito doente,
porém, mais forte do que a doença que lhe consumia, era o profundo
desânimo que lhe faltava à alma.
O rei havia desistido de viver.
Sua filha vinha vê-lo todos os dias e tentava animá-lo, relembrando dos bons momentos da vida, mas em vão, ele não reagia.
O rei passava os dias inteiros na cama, olhando para a janela à sua frente e observando uma grande árvore que lentamente perdia suas folhas, por conta do outono que chegara.
Em uma manhã, o rei olhou ternamente para sua filha, dizendo:
__ “Sabe, filha, quando aquela árvore perder a última de suas folhas, terá chegado a minha hora de morrer..."
__Que é isso pai? Que tolice! Por que amarrar o seu destino ao destino de uma árvore?
__Mas o rei não a ouviu, tão absorvido estava em sua melancolia.
A filha compreendeu naquele instante que em alguns momentos, as palavras se esvaziam e não dão mais conta de acender a luz no coração das pessoas.
Assim que o pai adormeceu, a moça entrou no quarto com um pincel e um potinho de tinta verde. Subiu em um banquinho e pintou no vidro da janela, bem no rumo da árvore que seu pai olhava, uma folhinha verde. À medida que o outono avançava e o inverno aproximava, as folhas da árvore desprenderam-se todas e saíram dançando ao vento...
O rei observava cuidadosamente todos os seus movimentos, em especialmente, certa folhinha verde muito teimosa e persistente, que não se movia do lugar e ficava agarrada a árvore, não importava o quão forte fosse o vento, quão enchente fosse a chuva.
A neve cobriu a árvore com um manto branco, e de sua cama, o rei havia atado o fio da vida àquela folhinha verde e continuava olhando-a fixamente, agarrando-se à folhinha verde que o rei atravessou o inverno de sua doença e o inverno de sua alma.
Quando a primavera resplandeceu e outras milhares de novas folhinhas cobriram a árvore, àquela pequena folha verde ficou perdida entre tantas outras, e o rei reencontrou seu ânimo, sua vontade de viver e ficou de pé, como não o persistia há muito tempo
Ao entardecer daquele dia, enquanto limpava a folhinha pintada na janela a filha pensou:
__ “Espero que, algum dia, se o desânimo tomar conta do meu ser, alguém consiga oferecer uma folhinha verde, para que eu possa receber, através dela, a seiva da vida."
O rei havia desistido de viver.
Sua filha vinha vê-lo todos os dias e tentava animá-lo, relembrando dos bons momentos da vida, mas em vão, ele não reagia.
O rei passava os dias inteiros na cama, olhando para a janela à sua frente e observando uma grande árvore que lentamente perdia suas folhas, por conta do outono que chegara.
Em uma manhã, o rei olhou ternamente para sua filha, dizendo:
__ “Sabe, filha, quando aquela árvore perder a última de suas folhas, terá chegado a minha hora de morrer..."
__Que é isso pai? Que tolice! Por que amarrar o seu destino ao destino de uma árvore?
__Mas o rei não a ouviu, tão absorvido estava em sua melancolia.
A filha compreendeu naquele instante que em alguns momentos, as palavras se esvaziam e não dão mais conta de acender a luz no coração das pessoas.
Assim que o pai adormeceu, a moça entrou no quarto com um pincel e um potinho de tinta verde. Subiu em um banquinho e pintou no vidro da janela, bem no rumo da árvore que seu pai olhava, uma folhinha verde. À medida que o outono avançava e o inverno aproximava, as folhas da árvore desprenderam-se todas e saíram dançando ao vento...
O rei observava cuidadosamente todos os seus movimentos, em especialmente, certa folhinha verde muito teimosa e persistente, que não se movia do lugar e ficava agarrada a árvore, não importava o quão forte fosse o vento, quão enchente fosse a chuva.
A neve cobriu a árvore com um manto branco, e de sua cama, o rei havia atado o fio da vida àquela folhinha verde e continuava olhando-a fixamente, agarrando-se à folhinha verde que o rei atravessou o inverno de sua doença e o inverno de sua alma.
Quando a primavera resplandeceu e outras milhares de novas folhinhas cobriram a árvore, àquela pequena folha verde ficou perdida entre tantas outras, e o rei reencontrou seu ânimo, sua vontade de viver e ficou de pé, como não o persistia há muito tempo
Ao entardecer daquele dia, enquanto limpava a folhinha pintada na janela a filha pensou:
__ “Espero que, algum dia, se o desânimo tomar conta do meu ser, alguém consiga oferecer uma folhinha verde, para que eu possa receber, através dela, a seiva da vida."
Mente suícida
Quero cortar meus pulsos e ver o sangue escorrendo até a última gota;
Pensei em pular de um prescípicio muito alto e sentir cada osso se quebrar, cada ligamento se destender ao tocar o chão, quem sabe assim a morte me levaria;
Pensei em ver meu corpo definhando de fome, só para ver até que ponto eu suportaria.
Nada disso é maior do que a dor que sinto aqui dentro de mim, me chicoteando a todo momento derramando invisivelmente meu sanque;
Nada disso é mais forte do que a solidão e sofrimento que se alojou em mim desde o meu nascimento. Descobri que se a pessoa não tem esse negócio que chamam de amor ao seu lado, nada faz sentido, tudo é desgraça.
Hoje a única coisa que eu quero é que a morte venha me buscar.
Estou cansada daqui, eu não sou daqui e aqui nada tenho, venho através dos tempos tentando ter esperanças. Agora estou tão cansada de tudo.
Neste mundo me bastaria uma única pessoa para aquientar todos os meus instintos suícidas, uma única pessoa no mundo inteiro me bastaria, uma pessoa que fosse minha, essas coisas que chamam por aí de amor. Eu precisava de alguém que estivesse comigo sempre para dividirrmos juntas toda alegria e dor.
Por algum motivo fui privada disso. Todos me abandonaram, inclusive a morte e esta é a única que me importa no momento.
Nada mais me importa além de morrer.
Ninguém nunca secou e nunca secará minhas lágrimas, estou secando de falta de amor. Não farei falta a nenhuma pessoa na face da terra. Quero sair daqui. Quero morrer. Por Deus, por quealquer coisa eu quero morrer, eu quero morrer simplesmente.
Deusely Libório
Pensei em pular de um prescípicio muito alto e sentir cada osso se quebrar, cada ligamento se destender ao tocar o chão, quem sabe assim a morte me levaria;
Pensei em ver meu corpo definhando de fome, só para ver até que ponto eu suportaria.
Nada disso é maior do que a dor que sinto aqui dentro de mim, me chicoteando a todo momento derramando invisivelmente meu sanque;
Nada disso é mais forte do que a solidão e sofrimento que se alojou em mim desde o meu nascimento. Descobri que se a pessoa não tem esse negócio que chamam de amor ao seu lado, nada faz sentido, tudo é desgraça.
Hoje a única coisa que eu quero é que a morte venha me buscar.
Estou cansada daqui, eu não sou daqui e aqui nada tenho, venho através dos tempos tentando ter esperanças. Agora estou tão cansada de tudo.
Neste mundo me bastaria uma única pessoa para aquientar todos os meus instintos suícidas, uma única pessoa no mundo inteiro me bastaria, uma pessoa que fosse minha, essas coisas que chamam por aí de amor. Eu precisava de alguém que estivesse comigo sempre para dividirrmos juntas toda alegria e dor.
Por algum motivo fui privada disso. Todos me abandonaram, inclusive a morte e esta é a única que me importa no momento.
Nada mais me importa além de morrer.
Ninguém nunca secou e nunca secará minhas lágrimas, estou secando de falta de amor. Não farei falta a nenhuma pessoa na face da terra. Quero sair daqui. Quero morrer. Por Deus, por quealquer coisa eu quero morrer, eu quero morrer simplesmente.
Deusely Libório
17 de fev. de 2013
Rosa de Jericó
Se eu me afastar, não é porque eu não te amo mais;
Se eu me afastar é para respeitar o teu momento, a tua decisão;
Se eu me afastar é provável que que me vejam bem por aí, mas aqui dentro estará um turbilhão de redemoinho;
Se eu me afastar é provável que nunca mais nos veremos ou talvez sim, com olhares amarelos sem o brilho do sol;
Aqui dentro esse coração está tão pequenino, tão apertado, tão gelado de medo de te perder;
Queria uma receita para conquistar teu amor, mas o amor não tem receita!
E tu te pareces tão nefasta do amor;
Eu te amo e te odeio;
Teus lábios que me beijaram foram os mesmos que me feriram profundamente com promessas de amor, de cuidados eternos, promessas com uma família e em tão pouco tempo tu te tornastes tão gélida a esse amor;
Es uma menina boba que não sabe o que diz, não sabe que belas palavras não cumpridas cortam como navalhas afiadas;
Tua essência é bondosa, teu grande mal! A bondade não vale para tudo e nem a todo momento, tem horas que nessa maldita terra é preciso um tanto ser mal educada;
Oh menina linda, meu coração está tão apertado, tão gelado de medo de te perder;
Eu simplesmente te amo;
Quero que sejas meu amor, quero ser teu amor. Quero contradizer o mundo que diz que tudo se acaba;
Não quero acreditar que o mundo é só inferno, quero acreditar que podemos ser como a Rosa de Jericó, ela nunca morre mesmo no deserto, sem água ou terra por anos. Basta um pouco de água e suas ramagens se abrem. Esta mesma planta afasta as más energias e pessoas mal intencionadas. Traz saúde, felicidade, paz e prosperidade.
Quero que nosso amor seja como a Rosa de Jericó.
Deusely Libório
Se eu me afastar é para respeitar o teu momento, a tua decisão;
Se eu me afastar é provável que que me vejam bem por aí, mas aqui dentro estará um turbilhão de redemoinho;
Se eu me afastar é provável que nunca mais nos veremos ou talvez sim, com olhares amarelos sem o brilho do sol;
Aqui dentro esse coração está tão pequenino, tão apertado, tão gelado de medo de te perder;
Queria uma receita para conquistar teu amor, mas o amor não tem receita!
E tu te pareces tão nefasta do amor;
Eu te amo e te odeio;
Teus lábios que me beijaram foram os mesmos que me feriram profundamente com promessas de amor, de cuidados eternos, promessas com uma família e em tão pouco tempo tu te tornastes tão gélida a esse amor;
Es uma menina boba que não sabe o que diz, não sabe que belas palavras não cumpridas cortam como navalhas afiadas;
Tua essência é bondosa, teu grande mal! A bondade não vale para tudo e nem a todo momento, tem horas que nessa maldita terra é preciso um tanto ser mal educada;
Oh menina linda, meu coração está tão apertado, tão gelado de medo de te perder;Eu simplesmente te amo;
Quero que sejas meu amor, quero ser teu amor. Quero contradizer o mundo que diz que tudo se acaba;
Não quero acreditar que o mundo é só inferno, quero acreditar que podemos ser como a Rosa de Jericó, ela nunca morre mesmo no deserto, sem água ou terra por anos. Basta um pouco de água e suas ramagens se abrem. Esta mesma planta afasta as más energias e pessoas mal intencionadas. Traz saúde, felicidade, paz e prosperidade.
Quero que nosso amor seja como a Rosa de Jericó.
Deusely Libório
27 de jan. de 2013
Menina amor
Menina amor? Quem sabe, talvez!
Oh meu medo, menina!
O meu ser rodopia entre o te amar e a incerteza!
Oh menina do sorriso lindo, abraça-me com teu jeito de menina doce e levada!
Leva-me contigo essa alma, essa alma cansada de sofrer!
Menina de ternura e encantos mil dizes-me o que te habita!
Oh menina, meu anjo de uma asa só porque não esquece-te deste mundo e venha você apenas despida do mundo caótico cheio de dúvidas!
Oh menina bela dos cabelos castanhos cala esse meu mundo gritante de dúvidas!
Oh meninas de cabelos de rebeldia, rebele-se e deite-se comigo em eterno prazer!
Cala minha mente errante, afague meus lábios, cola-os aos teus!
Aperte meu corpo ao teu até eu me sentir completamente tua, até eu sentir que você elegeu essa alma errante para ser tua!
Escolha um quarto límpido do tamanho do universo com uma cama coberta por lençois brancos, cortinas brancas na janela de frente pro horizonte onde gorgeiam os pássaros numa sinfonia de amor para celebrar a vida na sua mais doce candura.
Seja minha meu amor, minha mulher somente minha e eu serei tua, somente tua meu amor.
Deusely Libório
Oh meu medo, menina!
O meu ser rodopia entre o te amar e a incerteza!
Oh menina do sorriso lindo, abraça-me com teu jeito de menina doce e levada!
Leva-me contigo essa alma, essa alma cansada de sofrer!
Menina de ternura e encantos mil dizes-me o que te habita!
Oh menina, meu anjo de uma asa só porque não esquece-te deste mundo e venha você apenas despida do mundo caótico cheio de dúvidas!
Oh menina bela dos cabelos castanhos cala esse meu mundo gritante de dúvidas!
Oh meninas de cabelos de rebeldia, rebele-se e deite-se comigo em eterno prazer!
Cala minha mente errante, afague meus lábios, cola-os aos teus!
Aperte meu corpo ao teu até eu me sentir completamente tua, até eu sentir que você elegeu essa alma errante para ser tua!
Escolha um quarto límpido do tamanho do universo com uma cama coberta por lençois brancos, cortinas brancas na janela de frente pro horizonte onde gorgeiam os pássaros numa sinfonia de amor para celebrar a vida na sua mais doce candura.
Seja minha meu amor, minha mulher somente minha e eu serei tua, somente tua meu amor.
Deusely Libório
19 de jul. de 2012
4 de jul. de 2012
3 de jun. de 2012
Máculas
Minhas tattoos servem tambem para tampar as cicatrizes que macularam para sempre minha alma.Eu não queria, eu não pedi, eu não permitir que maculassem minha alma.
Me desrepeitaram, zombaram de mim e em mim deixaram suas nódoas, me escarniaram e me deixaram despida em árido deserto com sede, fome, calor e frio.
Meu choro, meus gritos de socorro ninguém ouviu, tão pouco secaram minhas lágrimas.
Ninguém apareceu para tratar das minhas mazelas.
Ninguém notou a minha existência quando por elas passei ou se notaram fecharam seus olhos.
Tive que a tudo e a todos suportar calada.
Hoje tampo minhas cicatrizes pintando sobre elas minha personalidade, minha carta de alforria, minha liberdade, pintando o meu amor e minha dedicação a mim mesma sobre minha pele.
Deusely Libório
16 de mai. de 2012
Incógnita
Oh o amor o que será?
Por toda a minha vida procurei pelo o amor
Já busquei em vários corações
Muitos fiz sofrer e por alguns sofri demais
O que será essa minha busca insaciável?
Amo tanto, mas tanto que sempre penso que esse amor é de verdade, que durará a eternidade
Quando de repente me deparo não amando mais meu grande amor, meu lindo amor de outrora
Meu coração chora o fel da dor
Choro o castigo da punição do vazio que resta
Lamento minha maldição de nunca ter conseguido levar adiante um grande amor
Sofro o sofrimento alheio por que sei que hão de sofrer com minha partida
Sei que não entenderão todo o amor que tanto foi desejado e querido por mim
Os projetos e sonhos que nem mesmo deu tempo de sair dos planos ditos com tanta certeza.
Deusely Libório
Por toda a minha vida procurei pelo o amor
Já busquei em vários corações
Muitos fiz sofrer e por alguns sofri demais
O que será essa minha busca insaciável?
Amo tanto, mas tanto que sempre penso que esse amor é de verdade, que durará a eternidade
Quando de repente me deparo não amando mais meu grande amor, meu lindo amor de outrora
Meu coração chora o fel da dor
Choro o castigo da punição do vazio que resta
Lamento minha maldição de nunca ter conseguido levar adiante um grande amor
Sofro o sofrimento alheio por que sei que hão de sofrer com minha partida
Sei que não entenderão todo o amor que tanto foi desejado e querido por mim
Os projetos e sonhos que nem mesmo deu tempo de sair dos planos ditos com tanta certeza.
Deusely Libório
30 de abr. de 2012
Ópio
Minha querida, meu amor, resgatar-te-ei deste ópio que te consome as veias, que te quebranta o coração, que te arrasa na imensidão.
Minha querida, meu amor, não te deixarei jamais, farei-me força, farei-me espada para contigo estar, mesmo no lamaçal fétido deitarei-me ao teu lado segurando tua mão acorrentada para que saiba que nunca deixar-te-ei, para secar tuas lágrimas de sangue, limpar tuas feridas que derramam sangue negro.
Minha querida, meu amor, peço-te mais paciência mesmo sabendo que não é um pedido justo para contigo, pois sei que este pedido de paciência se compara ao pedir para amputar um membro do próprio corpo.
Minha querida, meu amor, resgatar-te-ei desse solo escorregadio que abre fendas de erosão a todo instante aos teus pés. Não estas só.
Minha querida, meu amor, as correntes pesam incalculavelmente, eu sei, mas, não será por muito. Não estas só. Mesmo que tudo e todos te julgue, te condene, te prenda em outra solidão.
Minha querida, meu amor, tornarás-te a flor mais bela de todos os jardins. Os beija-flores e as borboletas visitar-te-ão, beijar-te-ão e tomarão do nectar precioso que tu tens a oferecer-lhes, deliciarão-se em inexplicável candura.
Eu te amo e para sempre contigo estarei em tuas vitórias e em teus fracassos para dizer que a vida continua mesmo não sendo sempre como desejamos.
Deusely Libório
Minha querida, meu amor, não te deixarei jamais, farei-me força, farei-me espada para contigo estar, mesmo no lamaçal fétido deitarei-me ao teu lado segurando tua mão acorrentada para que saiba que nunca deixar-te-ei, para secar tuas lágrimas de sangue, limpar tuas feridas que derramam sangue negro.
Minha querida, meu amor, peço-te mais paciência mesmo sabendo que não é um pedido justo para contigo, pois sei que este pedido de paciência se compara ao pedir para amputar um membro do próprio corpo.
Minha querida, meu amor, resgatar-te-ei desse solo escorregadio que abre fendas de erosão a todo instante aos teus pés. Não estas só.
Minha querida, meu amor, as correntes pesam incalculavelmente, eu sei, mas, não será por muito. Não estas só. Mesmo que tudo e todos te julgue, te condene, te prenda em outra solidão.
Minha querida, meu amor, tornarás-te a flor mais bela de todos os jardins. Os beija-flores e as borboletas visitar-te-ão, beijar-te-ão e tomarão do nectar precioso que tu tens a oferecer-lhes, deliciarão-se em inexplicável candura.
Eu te amo e para sempre contigo estarei em tuas vitórias e em teus fracassos para dizer que a vida continua mesmo não sendo sempre como desejamos.
Deusely Libório
29 de abr. de 2012
The Sound of Silence - Simon & Garfunkel
|
The Sound Of Silence
Hello
darkness, my old friend
I've
come to talk with you again
Because
a vision softly creeping
Left
its seeds while I was sleeping
And the
vision that was planted in my brain
Still
remains within the sound of silence
In
restless dreams I walked alone
Narrow
streets of cobblestone
'Neath
the halo of a street lamp
I
turned my collar to the cold and damp
When my
eyes were stabbed
By the
flash of a neon light
That
split the night
And
touched the sound of silence
And in
the naked light I saw
Ten
thousand people, maybe more
People
talking without speaking
People
hearing without listening
People
writing songs
That
voices never share
And no
one dare
Disturb
the sound of silence
"Fools"
said I, "you do not know
Silence
like a cancer grows
Hear my
words that I might teach you
Take my
arms that I might reach to you"
But my
words like silent raindrops fell
And
echoed in the wells of silence
And the
people bowed and prayed
To the
neon God they made
And the
sign flashed out it's warning
And the
words that it was forming
And the
sign said
"The
words of the prophets
Are
written on the subway walls
And
tenement halls"
And
whispered in the sound of silence
|
O Som do Silêncio
Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
Levantei minha lapela para me proteger do frio e
umidade
Quando meus olhos foram apunhalados
Pelo brilho de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
E ninguém ousava
Perturbar o som do silêncio
"Tolos" eu disse, vocês não sabem
Silêncio é como um câncer que cresce
Ouçam as palavras que eu possa lhes ensinar
Tomem os braços que eu possa lhes estender"
Mas minhas palavras caíam como gotas silenciosas
de chuva
E ecoavam no poço do silêncio
E as pessoas curvavam-se e rezavam
Ao Deus de néon que elas criaram
E o sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estava formando
E o sinal dizia,
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores das casas"
E sussurravam no som do silêncio
|
http://letras.terra.com.br/simon-e-garfunkel/36245/traducao.html
30 de jan. de 2012
18 de nov. de 2011
14 de nov. de 2011
A Soldiers Dream - Donavan
Um achado, passei muito tempo pesquisando e agora achei. Magnifíco!! Música do Brother Sun, Sister Moon.
28 de out. de 2011
14 de out. de 2011
Sombras...
As vezes eu quero voar, voar para longe;
Repousar nalgum lugar tranquilo, distante;
Onde eu não me preocupe com nada;
Onde eu não tenha medo;
Onde eu possa saborear a simplicidade;
Onde eu não precise me preocupar com a minha imagem refletida no espelho, modificando a cada dia com a implacável ação do tempo;
Onde o tempo eu sejamos amigos;
Onde ninguém se moleste com minhas insanidades;
Onde eu não precise sorrir labialmente para demonstrar afavidade;
Onde não tenha gente consumindo gente, bebendo gente;
Onde não tenha carnes sangrando;
Onde não tenha moribundos;
Onde não tenha gritos de pavor, choros de clamor;
Onde não tenha olhos famintos;
Onde não tenha lamentos;
Onde eu possa ser gente e não um rascunho;
Onde eu não seja condenada a morte;
Onde todos brilhem na mesma intensidade;
Onde meu espírito seja puro e feliz.
Deusely Libório
Repousar nalgum lugar tranquilo, distante;
Onde eu não me preocupe com nada;
Onde eu não tenha medo;
Onde eu possa saborear a simplicidade;
Onde eu não precise me preocupar com a minha imagem refletida no espelho, modificando a cada dia com a implacável ação do tempo;
Onde o tempo eu sejamos amigos;
Onde ninguém se moleste com minhas insanidades;
Onde eu não precise sorrir labialmente para demonstrar afavidade;
Onde não tenha gente consumindo gente, bebendo gente;
Onde não tenha carnes sangrando;
Onde não tenha moribundos;
Onde não tenha gritos de pavor, choros de clamor;
Onde não tenha olhos famintos;
Onde não tenha lamentos;
Onde eu possa ser gente e não um rascunho;
Onde eu não seja condenada a morte;
Onde todos brilhem na mesma intensidade;
Onde meu espírito seja puro e feliz.
Deusely Libório
7 de set. de 2011
Por um cavalo
"...por um cavalo...
Copreendi muito bem o que diziam a respeito dos açoites e do cristianismo. Mas ficou completamente obscuro para mim a palavra "seu",
pela qual pude deduzir que estabeleciam um vínculo a ligar-me ao chefe
das cavalarias. Então, não pude compreender de modo algum em que
consistiria tal vínculo. Só muito depois, quando me separaram dos outros
cavalos, é que expliquei a mim mesma o que aquilo representava. ...
...aquele que puder aplicar a palavra "meu"
a um número maior de coisas, segundo a convenção feita, considera-se a
pessoa mais feliz. Não sei por que as coisas são desse modo; mas sei que
são assim.
...O homem diz "minha casa", mas nunca vive nela;
preocupa-se apenas em construi-la e mante-la. O comerciante diz "minha
loja", ou "meus tecidos", por exemplo, mas não faz suas roupas com os
melhores tecidos que vende na loja. Há pessoas que chamam sua uma
extensão de terra e nunca a viram ou nem passaram por ela. Há outras que
dizem serem suas certas mulheres, e estas convivem com outros homens.
As pessoas não procuram, em sua vida, fazer o que consideram o bem, e
sim a maneira de poder dizer do maior número possível de coisas: é "meu". Agora estou persuadido de que nisso reside a diferença essencial entre nós e os homens."
Tolstoi
26 de mai. de 2011
A coisa coisada
Ela ia pro lugar que era longe;
Só que achou um lugar que era perto;
Por que o longe tava longe de chegar;
Então ela chegou no perto de chegar.
Quando a coisa tá coisando é por que a coisa já vinha coisando;
Por que a coisa quando coisa a coisa fica coisada;
Todos começam a coisar as coisas que estavam coisando.
Deusely Libório
14 de mar. de 2011
Remorso
![]() |
| Olavo Bilac (1865 - 1918) |
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
23 de fev. de 2011
Busco todos os dias o escencial para viver, para ser feliz, por que todos os dias é um novo dia e a cada novo dia que chega traz consigo novas perspectivas, novos desafios;
Novo tudo;
A vida se resume em construir todos os dias;
Reconstruir tudo o que foi feito no dia anterior;
Constuir um novo...;
O tempo é implacável, não espera por nada e nem por ninguém, leva consigo tudo o que encontra pela frente;
Leva consigo todas as belezas, as belas flores, os amores;
Se tudo passa, resta então construir, conquistar tudo a cada novo dia que chega com as ferramentas que tens;
Não se ater a uma somente coisa, a uma somente pessoa;
Mas, sim, é preciso viver cada coisa, cada amor, cada momento individualmente com intensidade por que amahã tudo será passado;
A única coisa que o tempo não leva são as lembranças;
E não é possível viver de lembranças.
18 de jan. de 2011
Poesia de Louco
Já era noite quando o sol nascia;
Os peixes pulavam de galho em galho;
Os macacos nadavam no leito do riacho;
E eu estava sentada numa pedra que não existia lendo um livro sem página que dizia: Prefiro morrer do que perder a vida.
5 de jan. de 2011
Ne Me Quitte Pas
Ne Me Quitte PasNe me quitte pas, Il faut oublier, tout peut s'oublier qui s'enfuit deja. Oublier le temps des malentendus et le temps perdu a savoir comment. Oublier ces heures qui tuaient parfois a coups de pourquoi le coeur du bonheur Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Moi je t'offrirai, des perles de pluie venues de pays ou il ne pleut pas Je creusrai la terre jusqu'apres ma mort pour couvrir ton corps d'or et de lumiere Je f'rai un domain ou l'amour sera roi ou l'amour sera loi ou tu sera reine. Ne me quitte pas Ne quitte pas Ne me quitte pas Je t'inventerai Des mots insensés que tu comprendras Je te parlerai De ces amants-là Qui ont vue deux fois Leurs coeurs s'embraser Je te racontrain L'histoire de ce roi Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas On a vu souvent Rejaillir le feu De l'ancien volcan Qu'on croyait trop vieux Il est paraît-il Des terres brûlées Donnant plus de blé Qu'un meilleur avril Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie Le rouge et le noir Ne s'épousent-ils pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Je ne vais plus pleurer Je ne vais plus parler Je me cacherai là A te regarder Danser et sourire Et à t'écouter Chanter et puis rire Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre L'ombre de ta main L'ombre de ton chien Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas | Não Me AbandoneNão me abandone, é preciso esquecer, Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás. Esquecer o tempo dos mal-entendidos E o tempo perdido a querer saber como Esquecer essas horas que às vezes mata a golpes de por quês, o coração de felicidade. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone Eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de países Onde nunca chove; Eu escavarei a terra mesmo depois da morte, Para cobrir teu corpo com ouro e luzes. Criarei um país onde o amor será rei, Onde o amor será lei e você será a rainha. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, eu te Inventarei Palavras absurdas que você compreenderá Te falarei daqueles amantes Que viram de novo seus corações excitados Eu te contarei a história daquele rei, Que morreu porque não pôde te conhecer. Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Quantas vezes não se reacendeu o fogo Do antigo vulcão Que julgávamos velho? Até há quem fale de terras queimadas a produzir mais trigo na melhor primavera É quando a tarde cai, para que o céu se inflame o vermelho e o negro não se misturam Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Não me abandones, eu não vou mais chorar Não vou mais falar, Me esconderei aqui Só para te ver dançar e sorrir, Para te ouvir cantar e rir. Deixa-me ser a sombra da tua sombra? A sombra da tua mão? A sombra do teu cão? Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone, Não me abandone. Não me abandone. |
29 de nov. de 2010
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